Logo após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afastar Renan Calheiros do cargo de presidente do Senado, líderes da oposição já pensam em "frear" uma das prioridades legislativa do presidente da República, #Michel Temer. O senador #Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu, na noite desta segunda-feira (05), o adiamento da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 241) que limita os gastos públicos. De acordo com Lindbergh, essa proposta deverá ser adiada pelo novo presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), que é o vice de Renan e assumirá o posto provisoriamente. "Esse projeto de Temer é uma ofensa aos trabalhadores e nós vamos pará-lo", disse o líder da oposição.

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O projeto de lei que atribui crime ao abuso de autoridade dos magistrados também será adiado. Esse projeto é de autoria de Renan Calheiros.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também confirmou o que Farias falou. A decisão da votação poderá ser adiada. Costa ainda comentou que essa decisão do ministro Marco Aurélio pegou todos de surpresa e gera uma dificuldade política muito grande. "Jorge Viana vai conversar com todos e discutir o melhor caminho a tomar", disse o senador.

Reação

Os parlamentares que fazem parte da base aliada do presidente Michel Temer afirmaram que a votação da PEC está mantida com ou sem Renan. Segundo o líder do governo, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), já ocorreram reuniões onde todos os líderes dos partidos aprovaram a votação para terça-feira (13) e isso deverá ser obedecido.

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O afastamento de Renan Calheiros deixou todos muito surpresos e preocupados. Vários parlamentares não acham correto que uma decisão liminar afaste o presidente, sendo que existem muitas pautas em andamento.

O afastamento de Eduardo Cunha, que agora está preso, também ocorreu com uma liminar deferida pelo ministro do STF, Teori Zavascki, porém, no mesmo dia a Corte Suprema confirmou a decisão de Teori e foi consolidado a perda do cargo do ex-deputado Eduardo Cunha.

Resta agora saber, como será o novo comando do Senado e como o presidente da República vai agir para aprovar suas prioridades. #Senado Federal