Desde que começou a crise política, com os protestos contra o aumento do preço das passagens de ônibus, alguns pequenos grupos de intervencionistas começavam a aparecer em manifestações. Muitos protestos acabaram sendo encerrados antes do tempo por conta de intervencionistas surgirem pregando um novo governo militar.

O tempo passou e as manifestações ganharam mais força, dessa vez, pedindo o impeachment de Dilma Rousseff e a prisão de Lula. Em meio a milhões de pessoas que tomaram as ruas de mais de duzentas cidades brasileiras, sempre apareciam os mesmos grupos de intervencionistas.

Pela internet, pessoas sem muito diálogo, logo criavam publicações de ódio, ‘exigindo’ o fechamento do Senado Federal, a destituição do presidente (Tanto Dilma, quanto Michel) e a tomada do poder pelas #Forças Armadas, em um suposto cumprimento ao artigo 142, da Constituição Federal, entretanto, jamais foi citado por esses grupos, as circunstâncias e requisitos para que ocorra uma intervenção federal.

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O comandante geral do Exército Brasileiro, Eduardo Villas Bôas, deixou claro que existe “chances zero” do pedido desses pequenos grupos ser atendido, primeiro porque a resposta para tal ato está prevista na Constituição e, segundo, porque nenhum militar da ativa ou reserva está disposto a fazer ‘loucuras’.

O comandante também conta que é comum que pessoas desses grupos batam a sua porta “exigindo” que as Forças Armadas tomem vergonha na cara e pare de deixar o país afundando. Eduardo conversou com o presidente da República, Michel Temer, e com o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, esclarecendo que podem ficar tranquilos, pois os militares da ativa não vão deixar de cumprir sua função, mas que é preciso ter cuidado, pois basta alguns desses ‘transloucados e malucos’ (como chama os intervencionistas), para que se desencadeie uma reação de proporções trágicas.

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Eduardo disse que com a instabilidade política que o país vive nos últimos dois anos, todo cuidado é pouco, pois os escândalos políticos podem gerar problemas para a segurança pública, e se isso acontece, por conta de grupos insatisfeitos, as Forças Armadas são obrigadas a agir, de acordo com a Constituição, ou seja, em subordinação ao presidente da República.

Villas comenta o dia em que assistiu, com surpresa, um grupo de intervencionistas invadirem uma sessão da Câmara. Ele disse que assistiu as imagens várias vezes para ver se conhecia alguma daquelas pessoas, como militares da reserva, mas admitiu que nunca havia visto nenhum deles.

Por fim, Eduardo conta que ligou para Jair Bolsonaro no dia da invasão na Câmara, para tentar entender o que estava acontecendo e que o deputado lhe respondeu que não tinha nada a ver com aquilo. Algumas pessoas no dia da intervenção, aliás, diziam que só aceitariam dialogar com militares ou com o deputado Jair Bolsonaro, que é um militar da reserva, entretanto, tanto Jair, quanto seu filho Eduardo, já disseram, mais de uma vez, que são contra uma intervenção militar e que a mesma não cabe nos dias de hoje.

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#Manifestação #Protestos no Brasil