Os condenados na maior operação de combate à corrupção do país, a Operação #Lava Jato, parecem estar a cada dia mais inspirados atrás das grades. Segundo reportagem publicada no jornal “O Globo”, alguns condenados por crimes de corrupção na Lava Jato, estão escrevendo diariamente e preparando livros nas penitenciárias onde estão cumprindo suas penas por crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Entre a lista de condenados que estão virando “escritores" atrás das grades, está o ex-ministro da Casa Civil do governo de Lula, #José Dirceu. Dirceu cumpre pena de 20 anos e 10 meses de reclusão no Complexo Médico-Penal em Pinhais, situado na região metropolitana de Curitiba.

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Sem ter acesso a um computador, cadernos e canetas viraram fiéis aliados do ex-ministro na composição de sua “autobiografia” que, logo depois de pronta, deverá entrar na fila de publicações de editoras. Por enquanto, os cadernos são escritos e entregues a familiares que o visitam na penitenciária. A intenção é que o conteúdo dos cadernos seja digitalizado e arquivado.

Dúvida sobre autobiografia

De acordo com o jornal “O Globo”, José Dirceu, mesmo possuindo formação completa em Direito, ficou em dúvida sobre a legalidade de escrever sua rotina diária e passagens de sua vida atrás das grades. Então, para sanar sua dúvida, ele questionou o seu advogado Roberto Podval, se existia algum impedimento na lei sobre escrever atrás das grades. O advogado disse a ele que não e que a atitude de escrever iria auxiliar para que os dias de prisão passassem mais rápido.

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Em declaração ao Globo, o advogado disse que não irá falar o que José Dirceu está escrevendo na cadeia para que não perca a graça e que, por enquanto, nenhuma editora manifestou interesse em publicar a obra.

Outros “escritores”

Além de José Dirceu, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa contabiliza todos os depoimentos que são prestados ao Ministério Público em cadernos. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também está escrevendo atrás das grades, sobre o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Marcelo Odebrecht mantém um diário, porém, sem garantia de publicação no futuro. #Polícia Federal