Claudio Melo Filho é um ex-executivo da Odebrecht, a maior construtora da América Latina. Durante 12 anos, ele foi o chefe do departamento de Relações Institucionais da empresa. Em outras palavras, Melo Filho era responsável por negociar propinas com políticos brasileiros corruptos. Ele também é um dos executivos que decidiu ajudar os promotores que trabalharam para a Operação Lava Jato.

Melo Filho revelou tudo o que sabe, deu detalhes de como a #Odebrecht comprou os políticos por décadas, em troca de contratos pesados e peças favoráveis da legislação.

Mais de 20 funcionários do governo, incluindo o presidente Michel Temer, foram envolvidos no escândalo de propina.

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De acordo com as declarações, os chefes de ambas as casas do Congresso se beneficiaram de esquemas de #Corrupção. Assim como vários dos aliados e membros da administração presidencial anterior mais próximos do presidente.

Ele também deu planilhas com detalhes de quem tem o quê. Em vez de nomes, as planilhas contêm apelidos hilariantes, selecionamos os melhores.

Ex-Presidente da Câmara Eduardo Cunha - "Caranguejo"

O ex-presidente da câmara baixa teria recebido cerca de 7 milhões de reais. Em troca, ele ajudou a empurrar dinheiro para as contas que favoreceriam a Odebrecht. Cunha foi acusado e, mais tarde, preso, devido às investigações contra ele terem sido confirmadas.

O ex-deputado Inaldo Leitão - "Todo feio"

Inaldo Leitão não é considerado um homem muito importante no cenário político brasileiro.

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Apesar disso, ele figura nessa lista com um dos apelidos mais hilariantes do cenário político. O ex-congressista supostamente teria recebido cerca de 100 mil reais da Odebrecht.

O ex-ministro Jaques Wagner - "Polo"

Jacques Wagner foi governador da Bahia (estado de origem da Odebrecht), de 2007 a 2014. Depois disso, ele serviu como ministro da Defesa de Dilma Rousseff e como seu chefe de gabinete. De acordo com Claudio Melo Filho, ele recebeu 80 mil reais do relógio Hublot de Oscar Niemeyer. Só em 2010, Wagner teria recebido cerca de 9,5 milhões de reais.

O ex-senador Delcídio do Amaral - "Ferrari"

Um ano atrás, o político tornou-se o primeiro membro do Senado brasileiro a ser preso durante tempos democráticos. A polícia descobriu que ele tentou subornar um dos ex-executivos da Petrobras que decidiram colaborar com o sistema de Justiça.

Meses mais tarde, Amaral assinou um acordo judicial de sua autoria. As suas acusações envolviam membros tanto da esquerda, quanto da direita, dizendo que o ex-presidente Lula havia escolhido, a dedo, diretores corruptos para a Petrobras e que o senador Aécio Neves também recebeu subornos.

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De acordo com o denunciante da Odebrecht, Amaral recebeu cerca de 550 mil reais envolvidos em dinheiro sujo.

O ex-senador Gim Argello - "Campari"

O ex-senador notoriamente corrupto está na prisão desde abril. Em outubro, ele recebeu uma sentença de prisão de 19 anos por corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Entre seus muitos esquemas de corrupção, ele também tinha conseguido o dinheiro da Odebrecht: 1,5 milhão de reais.

Congressista Heráclito Fortes - "Boca mole"

Este apelido é fácil de entender. O ex-senador, agora membro da Câmara dos Representantes, teria recebido sozinho o valor de 200 mil reais em 2010.

Anderson Dornelles - "Las Vegas"

Dornelles foi um dos assessores mais próximos da ex-presidente Dilma Rousseff. De acordo com Claudio Melo Filho, ele se beneficiou de um subsídio mensal de 350 mil reais. O salário durou sete meses.

Senadora Lídice da Mata - "Feia"

Outro epíteto cruel. Lídice da Mata é uma senadora do Estado da Bahia e uma aliada do ex-governador Jaques Wagner (polo). Em 2010, um ano eleitoral, ela teria recebido cerca de 200 mil reais. #Política