Atual proprietária de carrões e joias que valem o preço de apartamentos, Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, teve um passado bem mais modesto que o que desfrutava até o marido ser preso, acusado de desviar quantias milionárias dos cofres públicos.

O jornal carioca Extra fez uma reportagem mostrando as contradições entre a infância, adolescência e juventude da paulistana, em comparação com a vida de alto luxo que passou a ter nas últimas décadas.

Segundo o jornal, a ex-primeira dama nasceu em São Paulo, mas morava com a família em um edifício de classe média baixa em Copacabana, na década de 1980.

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O lugar é bem diferente dos hotéis cinco estrelas que passou a se hospedar na companhia do marido nos últimos anos, do apartamento de luxo no Leblon ou da mansão em Mangaratiba com direito a lanchas e jet skis.

Atualmente com 46 anos, a Adriana citada na Operação Calicute é bem diferente da menina que estudava em escolas públicas e que tirava muitas notas “C”, algo mediano na época.

Na época em que morava em Copacabana, a moça estudava a poucos metros, em uma escola estadual. Já frequentou escolas municipais do Rio e também em Goiânia, onde chegou a morar por cinco anos na adolescência.

No entanto, Cabral teve referências bem diferentes da moça que conheceu, através do seu ex-secretário Régis Fichtner. Régis teria lhe dito que Adriana era uma aluna brilhante do curso de Direito da PUC.

Foi nos tempos de estudante universitária que a sorte começou a mudar.

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Ela conquistou seu passaporte para trabalhar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) justamente por meio de Régis Fichtner, que foi seu mestre no curso da PUC. Como ele era procurador-geral da Assembleia, acabou trazendo a jovem para trabalhar como sua assistente.

Em 2001, ela cruzou com Cabral em um dos elevadores da casa legislativa e iniciou-se, naquele instante, uma “paixão à primeira vista”. Tanto ele quanto ela eram casados. Deixaram seus parceiros um ano depois, para assumir a relação da qual surgiram dois filhos. Nos bastidores da #Política, corria a boca pequena que, “Riqueza” - como era carinhosamente chamada pelo então governador - era a figura forte do lar. Tinha jeito de mandona e temperamento possessivo. Há quem diga que seu gênio autoritário gerou certa antipatia entre assessores e parceiros políticos de Cabral.

#Crime #Sergio Moro