Há mais de 24 horas, milhares de pessoas se uniram no Twitter para fazer uma campanha de ódio contra #Refugiados. Os militantes, que se diziam cristãos, conservadores e eleitores de Jair Bolsonaro arrumaram confusão com quem não apoiava a tag #NãoAceitamosRefugiados.

O grupo, que afirma ser intelectual e que repudia a falta de inteligência de quem não entende o perigo dos refugiados, generaliza que todos imigrantes são terroristas, e que se permitir que entrem no país, o Brasil, que é cristão e ‘tolerante’, será transformado em um reduto de terroristas onde todos deverão seguir a Sharia.

Como essas pessoas costumam usar o nome de Jair Bolsonaro, que já anunciou que será candidato à presidência da República em 2018, a imagem do político acabou sendo prejudicada, uma vez que quem viu as publicações, associou seus seguidores ao seu comportamento, acreditando que é o deputado quem incentivou as mensagens.

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Muitas dessas mensagens desejam a morte de refugiados, dizem que eles se reproduzem como ratos; e que feministas e esquerdistas deveriam ser estupradas por terroristas.

É importante ressaltar que o referido deputado não tem qualquer ligação com a ação de xenofobia e ódio criada por seus seguidores ou por pessoas que se dizem seus seguidores. O político nunca fez uma campanha de intolerância, apesar de ter posicionamentos que desagradam alguns grupos.

Veja algumas das publicações polêmicas:

Falta de interpretação correta causou ato discriminatório

O deputado federal Jair Bolsonaro, nessa quarta-feira, 28, mostrou-se contrário à nova lei de imigração, como já tinha dito outras vezes quando falava de fronteiras e estrangeiros.

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O parlamentar também chegou a falar na Câmara que é contra o projeto que facilita a vinda dos estrangeiros para o Brasil, por entender que tal ato ”escancarará” as portas do país para qualquer tipo de pessoa e não só refugiados.

Assista ao vídeo, divulgado pelo seu filho, o vereador, Carlos Bolsonaro:

O fato é que nenhum político da família Bolsonaro fez uma campanha de ódio, apenas expuseram suas respectivas opiniões sobre o projeto de lei, mostrando os eventuais perigos da imigração para o Brasil, mas seus seguidores entenderam tudo ao pé da letra, cometendo inúmeros crimes online, como xenofobia, calúnia, difamação, racismo e apologia ao crime.

Contradições

Em verificação aos perfis dos agressores, vê-se que são jovens em busca de novos seguidores usando perfis recém criados, bem como pessoas que migraram de outros estados até o local onde hoje vivem em busca de uma nova vida.

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Também existem os que são filhos de migrantes de outros estados e grande parte deles descende de estrangeiros que um dia vieram ao Brasil começar suas vidas do zero - muitos por terem sido expulsos ou serem perseguidos em seus respectivos países por conta do judaísmo ou da guerra.

Refugiados no Brasil

O Brasil conta com aproximadamente 10 mil refugiados e milhares de pedidos que aguardam análise. Além disso, os refugiados que estão no país são de países da África, Ásia e do Caribe.

O governo federal anunciou que no próximo ano lançará a programa “Triângulo do Norte”, que deve reassentar refugiados de Honduras, El Salvador e Guatemala, região que mais tem assassinatos em todo o mundo.

O projeto de lei que será analisado no #Congresso Nacional, de fato, traz perigos ao Brasil, mas é importante ressaltar que o mesmo apenas oficializa a facilidade do estrangeiro para entrar no país, pois na prática, é muito fácil ter acesso ao território brasileiro, bem como a análise dos pedidos de refúgio se tornaram muito mais céleres nos últimos três anos, por conta da guerra civil na Síria. Em outras palavras, o ‘perigo’ sempre existiu e ninguém nunca falou nada. Cabe aos parlamentares que são contra o atual projeto apresentarem PLs, que respeitem os princípios constitucionais, para tentar a sua aprovação junto aos colegas. #Câmara dos Deputados