Nesta sexta-feira (9), foi revelado o conteúdo da delação premiada de Cláudio Mello Filho, que foi vice-presidente de Relações Institucionais da #Odebrecht. O depoimento é parte do mega acordo, que inclui praticamente todos os que faziam parte da cúpula da empreiteira.

Cláudio denunciou o pagamento de 10 milhões de reais em propina para Michel Temer, na campanha de 2014. Como prova, apresentou um email no qual o presidente é identificado como MT. Segundo o relato, o dinheiro, proveniente do já conhecido departamento de propinas da Odebrecht, teria sido entregue a Jorge Yunes em uma mala. Yunes é amigo de Temer desde os anos 1960 e durante a campanha funcionou como uma espécie de assessor especial do então candidato à vice-presidência da República.

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Na correspondência trocada entre Cláudio e Marcelo Odebrecht, uma frase chama a atenção: "Depois de muito choro, não tive como não ajudar", escreveu Marcelo, e avisou que aquele seria o último pagamento a Temer. O pedido teria sido feito durante um jantar no Palácio do Jaburu, em maio de 2014.

Em nota, o presidente disse que "repudia com veemência as falsas acusações" e reitera que as doações da Odebrecht para seu partido, o PMDB, foram declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na delação, Cláudio Mello Filho explica que o destino do dinheiro seria uma divisão entre Paulo Skaf, candidato ao governo de São Paulo, Eliseu Padilha, que é o atual ministro-chefe da Casa Civil, Yunes e Eduardo Cunha.

Na íntegra do depoimento, o nome de #Michel Temer foi citado 43 vezes. Outros citados são Eliseu Padilha, 45 vezes, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, 67 vezes, e o campeão Romero Jucá, líder do governo do Congresso, 103 vezes.

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Em uma das citações ao nome de Eliseu Padilha, o delator declarou que o ministro "concentra as arrecadações financeiras deste núcleo político do PMDB, para posteriores repasses internos".

Sobre Geddel, entre outras coisas, afirmou que este negocia com agentes privados "para atender seus pleitos em troca de pagamentos".

Como esperado, todos negam as irregularidades das doações. Padilha diz que "a acusação é uma mentira". Segundo informações, a ordem no Planalto é evitar comentários e aguardar os efeitos das delações. Como já se sabe, aí vem mais Lava Jato! #Lava Jato