Neste fim de semana, a #Delação do "fim do mundo", feita por um ex-executivo da #Odebrecht, mexeu com os pilares da política brasileira. O ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira, Cláudio Melo Filho, disse em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público que 51 políticos dos mais diversos partidos teriam recebido legal e ilegalmente ajuda financeira da empresa. A companhia dava o dinheiro e, em troca, esperava ajuda em projetos licitatórios, o que por si só já é proibido. Uma das denúncias envolve até mesmo o presidente da república, Michel Temer.

Cláudio deixa subentendido que Michel Temer, por pelo menos uma vez, pediu dinheiro à Odebrecht.

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O peemedebista teria pedido e recebido R$ 10 milhões em dinheiro vivo, por meio de caixa dois. Outro citado na delação bombástica é o ex-deputado Inaldo Leitão, que nas planilhas de pagamento da empresa aparecia com um codinome jocoso: "Todo Feio".

Pelo Facebook, o ex-deputado disse que não cometeu qualquer crime e desabafou: "Todo feio, eu?". O caso ganhou destaque graças a uma reportagem publicada neste domingo, 11/12, pelo jornal carioca "O Globo".

Segundo Inaldo Leitão, Cláudio Mello seria um ex-amigo e que agora merece receber o seu próprio codinome. O ex-deputado sugere "Todo Horroroso" como apelido para o empresário preso. Ele ainda chama o ex-vice presidente de Relações Institucionais da Odebrecht de "canalha".

Segundo o delator, que tenta conseguir redução de pena com seus depoimentos, Leitão teria recebido R$ 100 mil de forma irregular.

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Em troca da contribuição financeira, ele daria uma ajuda à Odebrecht no Congresso Nacional. O mesmo aconteceria com outras dezenas de políticos. Estão citados governadores, ex-governadores, senadores e um assessor direto da ex-presidente, Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Filho garante que deu o dinheiro para o ex-deputado em 2010 e que os dois tinham uma relação pessoal. Na internet, o ex-deputado nega essa relação e diz que nunca atuou prezando os interesses da companhia. Ele ainda questiona a delação por ter apontado pagamento de propina.