Mais um escândalo estremece a tão conturbada crise política que assola o País, devido às tratativas de todo um conjunto de colaborações premiadas de executivos da maior empreiteira do Brasil; a Norberto #Odebrecht. Dentre cerca de 77 acordos de colaboração premiada firmados entre executivos da empreiteira Odebrecht com a força-tarefa da Operação Lava-Jato, está a delação do ex-presidente da Odebrecht Transport, Paulo Cesena. A Operação Lava-Jato é comandada em primeiro grau, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Empréstimos suspeitos

Segundo o delator Paulo Cesena, em seu acordo de colaboração premiada, revela que dois empréstimos totalizando a quantia de aproximadamente R$ 3,5 milhões foram efetuados à Editora Confiança.

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A Editora é a responsável pela publicação da revista Carta Capital, de propriedade do jornalista e escritor italiano, Demetrio Carta, conhecido comumente como Mino Carta. Os empréstimos ocorreram durante os anos de 2007 e 2009. O financiamento teria sido efetivado a pedido do ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, Guido Mantega. Ainda de acordo com o delator Paulo Cesena, a operação somente foi concretizada, com a autorização expressa do presidente da Construtora Odebrecht, empresário Marcelo Odebrecht. Marcelo também aderiu a um acordo de colaboração premiada junto ao Ministério Público Federal e à força-tarefa da Operação Lava-Jato. Segundo o delator, aproximadamente 85% desses empréstimos, já teria sido quitados junto à empreiteira, através de eventos que foram patrocinados pela Odebrecht.

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O delator expressou como teria sido dado o acordo que concretizou os empréstimos da empreiteira: "O Marcelo Odebrecht me chamou para uma reunião em sua sala, num escritório na capital paulista, e confirmou que a empresa iria fazer um aporte de recursos que pudesse apoiar financeiramente a revista Carta Capital", que segundo Marcelo "atravessava "dificuldades financeiras". O delator entendeu que esses empréstimos se tratavam de algo de interesse do governo federal do PT. Cesena ressaltou ainda que "a revista era editada por pessoas ligadas ao partido (PT)".

Revista se defende

Segundo a publisher da Carta Capital, Manuela Carta, teria somente realizado uma "operação considerada normal de mercado, através de adiantamento de publicidade", afirmou. Ainda de acordo com Manuela Carta, "os valores foram quitados através de patrocínio de eventos e anúncios, sem a participação no negócio do ex-ministro Mantega". Já a defesa do ex-minstro da Fazenda, não se manifestou sobre o assunto. #Lava Jato #Corrupção