Uma notícia impactante movimento os corredores do Palácio do Planalto nesta sexta-feira. O ex-vice de Relações Institucionais da empreiteira #Odebrecht, Cláudio Melo Filho, revelou em delação premiada que o presidente da República, Michel #Temer, pediu R$ 10 milhões à empreiteira antes das eleições de 2014 durante um jantar em Brasília.

Filho é um dos 77 executivos da Odebrecht que assinaram delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). No documento, ele salienta que Temer é o líder político do PMDB na Câmara dos Deputados, assessorado de perto por Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, e Moreira Franco, secretário do Programa para Parcerias e Investimentos (PPI).

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Segundo o delator, o pedido de Temer foi diretamente feito a Marcelo Odebrecht, neto do fundador da empresa. O presidente teria abordado o executivo durante um jantar no Palácio do Jaburu, em Brasília, em maio de 2014. Com a solicitação, Temer queria abastecer a campanha do PMDB nas eleições de outubro do mesmo ano.

Ainda de acordo com Melo Filho, do total de 10 milhões de reais solicitados, 4 milhões ficariam sob posse de Eliseu Padilha, enquanto os outros 6 milhões, por decisão de Marcelo Odebrecht, seriam destinados a Paulo Skaf, que foi o candidato do PMDB para o governo de São Paulo em 2014. A assessoria de Skaf negou veementemente a acusação.

Quem também negou a existência do pedido foi o próprio presidente Michel Temer. Por meio de nota, o Palácio do Planalto disse que "repudia com veemência" as declarações do delator.

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O texto da nota ainda diz que "não houve caixa 2" e que "as doações da Construtora Odebrecht foram por transferência bancária e declaradas ao TSE".