Nesta segunda-feira (19), o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação #Lava Jato com trâmite na Comarca de Curitiba, decidiu acolher a terceira denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal (MPF) em desfavor do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva e mais oito pessoas, que se tornarão réus em ação penal.

Desta vez, a acusação contra o petista refere-se à aquisição de um terreno o qual seria projetado a nova sede do Instituto Lula. Além disso, também foi elencado um apartamento vizinho do domicílio do ex-presidente, na cidade paulista de São Bernardo do Campo.

No entanto, apesar de ser réu em três ações vinculadas à Operação Lava Jato, o petista ainda foi denunciado em outros dois processos, ou seja, na Operação Zelotes (que apura o esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais-Carf) e na Operação Janus (operação da PF e do MPF que investiga o petista sobre a tentativa de facilitar empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social-BNDES em prol da #Odebrecht).

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O ex-presidente vai responder pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As acusações trazem como partícipe o petista Antônio Palocci, ex-ministro dos Governos Lula e Dilma como um dos "responsáveis por intermediar os interesses da Odebrecht", junto ao Governo Federal, além de harmonizar a distribuição de vantagens indevidas (propinas), entre integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo investigadores da PF, os imóveis citados pela denúncia são de titularidade do ex-presidente e possuem origem duvidosa, ou seja, aparentemente são frutos do esquema fraudulento de propina ofertado pela construtora Odebrecht. Além de Lula, fazer parte das acusações tipificadas nos mesmos delitos do petista o diretor da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, Antônio Palocci e Branislav Kornic.

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Quanto à ex-primeira dama Marisa Letícia, Demerval Gusmão, Roberto Teixeira, Paulo Ricardo Baqueiro de Melo e Glaucos da Costamarques também foram elencados pelos procuradores só que deverão responder pelo crime de lavagem de dinheiro.

Sequestro do apartamento

Logo após legitimar a denúncia, o juiz federal Sérgio Moro sinalizou o sequestro do imóvel situado defronte ao domicílio do ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo, a fim de evitar eventuais transações imobiliárias. O magistrado determinou que fosse cumprido o sequestro do apartamento ressaltando que: "Embora o imóvel esteja em nome de seus antigos proprietários", pois ainda segundo o juiz: "há, como acima exposto, indícios de que pertence de fato ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", esclareceu Sérgio Moro, ordenando o cumprimento da diligência.