Os tão temidos depoimentos dos executivos da empreiteira #Odebrecht começaram a ser feitos nessa semana, aos procuradores da Operação #Lava Jato. E, por enquanto, apenas um depoimento foi feito, o depoimento de Cláudio Melo Filho, ex-vice presidente de Relações Institucionais da empreiteira. E, ao que parece, as informações contidas nos autos (contendo 82 páginas) realmente abalaram, de vez, a estrutura do governo de #Michel Temer. As informações divulgadas estão chocando o país. E nomes de políticos importantes (integrantes do primeiro escalão do governo) estão sendo divulgados, nos principais jornais do país.

Inclusive Michel Temer foi citado diretamente pelo ex-vice presidente de Relações Institucionais da empreiteira, Cláudio Melo Filho.

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Segundo ele, outros nomes de peso do governo, como o nome de Eliseu Padilha (ministro da Casa Civil) apelidado de “primo”, que foi acusado pelo executivo de ter feito a distribuição dos R$ 10 milhões entregues para financiamento de campanhas do PMDB. Quantia milionária que teria sido entregue diretamente no escritório de José Yunes, que atualmente ocupa a função de assessor especial da presidência.

Segundo o delator, Temer teve participação ativa e direta na solicitação de recursos junto a Odebrecht. Nas palavras de Claudio Melo Filho, Temer teria solicitado pessoalmente a Marcelo Odebrecht, os R$ 10 milhões para financiamento de campanha.

De acordo com as investigações, a cúpula do PMDB teria recebido os R$ 10 milhões e feito a distribuição da seguinte forma: R$ 6 milhões teriam sido enviados somente para o financiamento de campanha de Paulo Skaf, em sua campanha para governador do estado de São Paulo em 2014.

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Políticos

Segundo reportagem publicada no jornal, “Folha de São Paulo”, pelo menos o nome de mais 20 políticos foram citados no depoimento de Cláudio Melo Filho, além dos nomes já citados acima (Eliseu Padilha e Paulo Skaf).

Confira alguns nomes citados no depoimento de Celso Melo Filho e seus respectivos codinomes nas planilhas de controles de pagamentos de propinas da Odebrecht: Renan Calheiros (PMDB- AL) – apelidado de “Justiça”, Romero Jucá (PMDB-RR), “Caju”, Eunício Oliveira (PMDB-CE), “Índio”, Moreira Franco “Angorá” e Rodrigo Maia (DEM-RJ) – “Botafogo”.

Após o término dos depoimentos, todas as informações colhidas na Lava Jato serão enviadas aos mãos de Rodrigo Janot, Procurador Geral da República e, em seguida, serão enviados para o Supremo Tribunal Federal, para o ministro Teori Zavascki para que seja feita uma homologação dos autos.