Antes de rumar para Brasília, o agoradeputado federal Aníbal Gomes ( PMDB-CE) exerceu o mandato de prefeito de Aracaju, entre os anos de 1989 a 1992. Em 1995, resolveu disputar uma cadeira no Congresso Nacional e há mais de dez anos é figura constante no plenário da câmara e, desde já, sempre esteve envolvido em esquemas de corrupção. Em março de 2015, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, ordenou a abertura de uma investigação contra o parlamentar, em uma nova fase de investigação da Operação Lava Jato, onde equipes da Policia Federal cumpriram o mandado de busca e apreensão na casa do deputado. Na ocasião, foram apreendidos documentos, um notebook, um HD, entre outros.

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Em junho de 2016, o procurador da República, Rodrigo Janot, indiciou o deputado Aníbal Gomes por crimes relacionados à lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, descobriu-se que o parlamentar teria repassado o equivalente a R$ 800 mil ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, com o objetivo de facilitar a contratação de empresas para realizarem obras em uma zona portuária do Porto do Rio de Janeiro.

No inicio do mês, o deputado tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal (STF), onde responderá processo por lavagem de dinheiro entre outros crimes. O STF acabou aceitando a denúncia do Ministério Público Federal. Ele também foi indiciado pela falsificação de documentos para fins eleitorais referentes a sua campanha eleitoral de 2014.

Outra atitude lamentável do parlamentar foi ele ter votado contra as 10 medidas de combate à corrupção, que foram elaboradas pelo Ministério Público Federal e entregue para votação no Congresso Nacional.

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Mas o que ele não contava foi com a surra que levaria após de desembarcar no aeroporto de Fortaleza, na noite desta segunda-feira (26), onde também foram deferidas vaias e xingamentos contra deputado. Na ocasião, ele passou rapidamente pelo saguão do aeroporto, mas foi agredido por um manifestante mais exaltado.

Indiciado no envolvimento da morte de um parente

O deputado também é um dos principais suspeitos de mandar encomendar a morte de seu primo-irmão, identificado como João Jaime Ferreira Gomes, que foi assassinado em 1998. De acordo com as investigações, João Jaime, vereador pelo (PSDB) em 1992, descobriu um esquema de corrupção relacionado ao desvio de verbas que envolvia o ex-prefeito de Aracaju, Aníbal Gomes e seus dois irmãos, todo o esquema teria sido gravado em uma fita cassete. No início das gravações, João Jaime deixou o seguinte recado. ''Se acontecer alguma coisa comigo devem ser responsabilizados os meus primos que eu nem os considero mais, o Aníbal, o Duquinha e Amadeuzinho. Peguem essa fita e entreguem para autoridades confiáveis'', concluiu João Jaime.

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