Pelo visto, a tranquilidade do presidente do #Senado Federal, #Renan Calheiros (#PMDB-AL), durou apenas até o mês de novembro, tudo porque, nesta quinta-feira (1º), uma votação no Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a sua nova condição junto às investigações, ou seja, Renan vai sentar no banco dos réus e responder pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público).

A reportagem de autoria do site "Noticiasaominuto" revelou que Calheiros teve 8 votos contra si dos 11 ministros da Casa. Significa que o senador conseguiu maioria absoluta dos votos para sair da condição de investigado no inquérito para se tornar réu em uma ação penal no STF.

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Apesar de Renan ser um dos homens mais poderosos e estar no comando do Senado, o peemedebista vem sendo investigado pelo Supremo em vários outros inquéritos. Mas essa foi a primeira vez que ele se tornou réu.

O relator do inquérito no STF, o ministro Edson Fachin, foi o primeiro a declarar o voto pelo "recebimento parcial da denúncia", o que na verdade deu início a ação penal. Na sequência, fizeram as vezes o ministro Teori Zavascki, a ministra Rosa Weber, Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux. Já o ministro mais antigo da Casa, Celso de Mello, e Cármen Lúcia, a presidente do STF, sinalizaram pelo acolhimento integral, ou seja, além de ser favorável a denúncia, também contemplaram o crime de peculato.

Por incrível que pareça, as investigações contra Renan tiveram inicio 2007. Na época, o peemedebista 'abriu mão' da presidência do Senado Federal e, após seis anos, a Procuradoria Geral da República (PGR) ofereceu a denúncia de Calheiros.

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Essa acusação, além de constar o crime de peculato, alcançou ainda dois outros delitos, falsidade ideológica e o uso de documentação forjada. Na verdade, os dois últimos crimes foram acrescidos em exigência da prestação de contas apresentada por Renan nas investigações. Porém, não foram suficientes para o convencimento da Procuradoria-Geral da República.

Segundo as informações publicadas, o vice PGR, José Bonifácio de Andrada, alegou que Calheiros teria apresentado vários documentos inverídicos com adulterações primárias, na expectativa de esclarecer sobre os recursos repassados à jornalista Mônica Veloso, "com quem teve uma filha fora do casamento", concluiu.