Fiel ao seu estilo comedido e avesso aos holofotes, #Dilma Rousseff não tem aparecido na mídia com a frequência que a sua atual situação poderia sugerir. Destituída do cargo de presidente da República no último mês de agosto, por meio de um processo de impeachment, a petista tem evitado polêmicas como a que ocorreu no primeiro turno da eleição municipal, quando foi votar em Porto Alegre e jornalistas e policiais entraram em confronto.

No entanto, quando Dilma aparece na mídia é para dar recados claros e manter posicionamentos firmes. Foi o caso da entrevista concedida ao jornal britânico Financial Times, que quis saber a visão da ex-presidente sobre o atual governo Temer e ganhou em troca uma fortíssima crítica: "Um governo de homens velhos, brancos e ricos.

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Ou, ao menos, que desejam se tornar ricos".

Ao periódico, Dilma voltou a insistir na tese de que o processo que lhe tirou do cargo nada mais era do que um "golpe" e lembrou que outros presidentes brasileiros usaram as mesmas manobras orçamentárias no exercício do poder. Na peça da denúncia do impeachment que tirou Dilma do cargo, constavam as chamadas "pedaladas fiscais" e a edição de decretos suplementares sem a aprovação do Congresso.

Ela comentou que não pretende voltar a disputar uma eleição, mas seguirá atuando na política. Lembrou que, como mulher, objetivava deixar um legado de sucesso.

"Em todos os casos, deixarei como legado para todas as mulheres a minha trajetória. Eu tenho o hábito de dizer que nós, mulheres, somos pessoas que não desistem. Não nos curvamos diante das adversidades", avaliou.

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O Financial Times anunciou que a ex-presidente do Brasil, deposta pelo processo de impeachment via Congresso Nacional, foi eleita como uma das "mulheres do ano". Em companhia neste prêmio, Dilma tem as presenças de Theresa May, primeira-ministra britânica, e Simone Biles, ginasta norte-americana, que em 2016 brilhou com lindas apresentações e muitas medalhas durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que ocorreram em agosto. #Michel Temer