Em uma entrevista transmitida pelo canal arábico Al Jazeera na última sexta-feira (16), Dilma Rousseff chamou o presidente interino do Brasil Michel #Temer de 'ilegítimo' e disse que considera o processo de seu impeachment como “um golpe”.

"Temer é obviamente um presidente ilegítimo do Brasil. Isso porque o processo que o levou ao governo é um processo baseado em rasgar a Constituição brasileira. O Parlamento aliou-se com segmentos do sistema judiciário e lançou um golpe de Estado, a remoção de um presidente de escritório com alegações totalmente infundadas”, disse #Dilma Rousseff.

Ela acrescentou que o principal motivo de seu #Impeachment foi um desejo de acabar com as investigações de corrupção que tinham começado.

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Dilma Rousseff foi cassada em agosto sob a alegação de quebrar as leis orçamentárias do país para disfarçar um déficit nas contas públicas. Ela rejeita os motivos de seu impeachment e insiste em dizer que foi vítima de um "golpe parlamentar”.

Desde que chegou ao poder, o governo de Michel Temer tem sido assolado por uma onda de alegações de corrupção que culminou com a renúncia de sete membros de seu gabinete e o surgimento de novas evidências de que o próprio Temer havia aceitado 10 milhões de reais da empreiteira Odebrecht.

"Eu acredito que hoje o componente chave na luta em curso no Brasil é o retorno de eleições livres para presidente. Devemos eleger um novo presidente da República para que este golpe seja bloqueado”, disse Dilma Rousseff.

Ao se referir a seu ex-vice-presidente, Michel Temer, que liderou a campanha de impeachment, ela disse: "Eu nunca esperava que ele fosse um traidor e ele é um traidor.

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Ele não me traiu como pessoa. Ele traiu a Presidente do Brasil, ele traiu uma instituição e além disso, ele traiu a campanha”.

Uma pesquisa recente mostrou que apenas 13% dos brasileiros aprovam o governo de Temer, enquanto quase metade dizem que seu governo é "terrível”, aumentando cada vez mais a impopularidade de Michel Temer e dúvidas sobre a duração de sua permanência no poder.