De forma extremamente inusitada e inesperada entre os partidos aliados do governo, o líder do DEM no Senado Federal, senador #Ronaldo Caiado, afirmou nessa terça-feira (13) durante um discurso na tribuna, que o presidente #Michel Temer tem que “balizar” essa grande crise institucional instaurada, após o depoimento de Cláudio Melo Filho da Odebrecht, com um “gesto maior”, que seria o gesto de renunciar ao seu mandato de presidente da República.

Caiado disse que em certas situações, gestos de renúncia são favoráveis ao país, para que sejam restabelecidas crises graves como a vivida atualmente. Ele afirmou que Michel Temer, de forma nenhuma, deve ter medo, de renunciar ao seu cargo.

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“Podemos chegar ao último fato, para garantir a preservação da democracia, ter um gesto maior de poder e mostrar, que ninguém, governa um país, sem de fato ter, amplo apoio popular. E nessa hora, não devemos ter, em hipótese alguma, medo de uma antecipação eleitoral”.

Caiado disse que Temer deve ter a sensibilidade que faltou a Dilma

Durante seu polêmico discurso na tribuna do Senado, Ronaldo Caiado parecia provocar seus aliados de #Governo. Ele afirmou que Temer deve ter equilíbrio e saber “balizar o momento” e acima de tudo, ter a sensibilidade que faltou a ex-presidente Dilma Rousseff, a sensibilidade de não insistir em uma tese que não vai sobreviver e dessa forma, provocar o povo nas ruas.

“Ele deve ter noção daquilo que está sendo feito no seu governo e como está sendo aceito pela maioria da população”.

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Para o senador, a crise herdada pelo Partidos dos Trabalhadores (PT), não tem outra forma de tratamento, que não seja através de dor e remédios amargos.

Líder do DEM na Câmara dos Deputados se retratou

Para Pauderney Avelino (DEM-AM), líder do partido na Câmara dos Deputados, a opinião de Ronaldo Caiado não condiz com a opinião geral do partido. E que a opinião exposta no discurso do senador é estritamente pessoal.

“Conversei com o senador para saber o que se passava e ele me afirmou que apenas fez uma reflexão e que o que ele achava sobre tudo, era aquilo mesmo que havia dito”.