Neste fim de semana, um dos empresários mais conhecidos do país escreveu um artigo político opinativo no jornal 'Folha de São Paulo'. Marcelo de Carvalho, um dos donos da RedeTV! e apresentador da emissora, criticou a principal operação contra a corrupção política no país, a #Lava Jato. Em uma frase de desabafo, ele disse que o trabalho do juiz Sérgio Moro está paralisando o país e impede de que se crie, segundo ele, uma agenda positiva: 'uma hora isso vai ter que acabar'. O marido de Luciana Gimenez garante que a investigação para qualquer crescimento e estabelece um clima ruim, que ele denomina de 'caça às bruxas'.

O empresário, que pelo menos diretamente não é citado nas investigações, revela que o empresariado e todos os políticos brasileiros, "de repente", passaram a ser alvo de possíveis conluios criminosos, como o pagamento de propina e irregularidades licitatórias.

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Marcelo de Carvalho ameniza os problemas do país e fala que o "jeitinho" existe desde os tempos de Império, insinuando que uma investigação e muitas prisões não seriam capazes de resolver o problema do país. A Lava-Jato já está em vigor há mais de dois anos. Ela foi uma das responsáveis pela pressão sofrida pela ex-presidente Dilma Rousseff, que acabou deixando o poder com um impeachment no dia 31 de agosto.

O Brasil sem Dilma ainda é o da insatisfação popular e da crise

Michel Temer assumiu o governo na expectativa que as coisas se estabilizassem, mas o que está sendo observado é justamente o contrário. Apenas a primeira delação premiada de um dos executivos da Odebrecht citou o nome de Temer mais de quarenta vezes. Outros sete Ministros e Secretários diretos também são citados. A rejeição a seu governo, já beira os 70%, algo parecido com os tempos da representante do Partido dos Trabalhadores (PT).

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A única diferença é que Dilma só era defendida pela base do PT, enquanto Temer só é atacado pelos partidos de esquerda. Para derrubá-lo, avaliam os especialistas, é necessário que haja uma insatisfação da grande base aliada.