A #Justiça do #Rio de Janeiro tomou uma atitude drástica nessa sexta-feira (09) contra o atual prefeito do Rio de Janeiro, #Eduardo Paes. A mando do Ministério Público foi determinado um bloqueio total de todos os bens do prefeito, que está sendo investigado por ter cometido os crimes de improbidade administrativa. O crime ao qual Paes é investigado, teria sido cometido na construção do Campos de Golfe Olímpico da Barra da Tijuca.

Segundo consta nos autos, Eduardo Paes teria dispensado um pagamento de R$ 1,8 milhão a construtora Fiori Empreendimentos Imobiliários. Pagamento esse, que teria sido destinado para uma licença ambiental, para que fosse construído o local das competições.

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Essa dispensa de pagamento, acabou sendo paga pelo próprio município no ano de 2013, segundo investigação. Hoje em dia, após correção monetária, a dívida alcançaria 2,3 milhões de reais.

Mudança para os Estados Unidos

Segundo reportagem publicada na revista “Veja”, a Justiça do Rio de Janeiro se “adiantou” em determinar o bloqueio de bens, devido à informação de que o prefeito estaria de malas prontas para se mudar e residir definitivamente nos Estados Unidos, logo após o término de seu mandato. Mudança que dificultaria, e muito, o trabalho da justiça na continuidade do processo e na recomposição dos danos causados ao município, caso seja, verdadeiramente, confirmado o crime de improbidade administrativa.

A decisão do bloqueio de bens foi concedida pelo juiz Leonardo Grandmasson Ferreira Chaves da 8ª varad do Rio de Janeiro.

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Segundo a revista, o valor bloqueado das contas do prefeito é de mais de 181 mil reais.

Outro lado

Eduardo Paes fez uma ligação para a redação da Veja e disse que o argumento de sua possível mudança para os Estados Unidos é “ridículo”. Ele ainda acrescentou que, há mais de um ano, ele foi convidado para estudar na Universidade de Columbia, onde, segundo ele, exercerá a função de “visitor scholar” e também prestará serviços de consultoria.

“Não estou fugindo do país, vou estudar e trabalhar lá”, disse o prefeito, que ainda afirmou que o Ministério Público está cometendo um “grande equívoco” em bloquear seus bens.