Um dos políticos citados nos depoimentos de delação premiada da #Odebrecht, o ex-ministro da Casa Civil da ex-presidente, Dilma Rousseff, #Jaques Wagner, confirmou a informação concedida por Claudio Melo Filho, delator da Odebrecht, que ganhou de presente de aniversário dois relógios do ex-diretor da empreiteira. Wagner afirmou que realmente recebeu os presentes, em uma entrevista concedida nessa segunda-feira (12) a Rádio Metrópole da Bahia. Segundo o petista, apesar de ter ganhado os relógios de presente, ele afirmou que nunca utilizou os presentes.

“Guardei e nunca usei, porque eu uso outro tipo de relógio. Mas, se o cara me deu de presente, vou fazer o quê?”, afirmou o ex-ministro.

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De acordo com reportagem do jornal “O Globo”, os dois relógios dados por Cláudio Melo Filho a Jaques Wagner são caríssimos e valem cerca de 80 mil reais. O primeiro relógio teria sido dado em março de 2012, a marca do relógio é Hublot (avaliado em 20 mil dólares, 67,4 mil reais), modelo Oscar Niemeyer, que tem um modelo arrojado, com a imagem do Congresso Nacional de pano de fundo. O segundo “presente” dado pelo ex-diretor é um Corum, modelo “mais simples”, avaliado em 4 mil dólares, cerca de 13,5 mil reais.

Jaques Wagner disse que nunca cedeu a Odebrecht

O ex-ministro baiano afirmou na entrevista à radio que foi “aliciado” várias vezes pelos executivos da Odebrecht para conseguir vantagens durante seu mandato de governador do estado da Bahia. Segundo ele, as tentativas dos executivos da empresa foram frequentes, mas que ele nunca cedeu as “tentações” e se manteve firme em seu mandato, sem cometer ilegalidades.

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“Se era para me comprar, dera com os burros n’água”, afirmou ele.

Ao final da entrevista, Jaques Wagner criticou os vazamentos dos diálogos na mídia. Para ele, as informações tinham que ser sigilosas e não vir à tona de forma tão precoce, como se todo o imbróglio judicial já estivesse resolvido. Mas para ele, essa “anormalidade” virou normal no país, que na opinião dele, está vivendo uma bagunça, um verdadeiro circo. #Polícia Federal