Em 2016, o Brasil tem simbolizado uma “crise #Política”. Tudo começou em 31 de agosto quando o Senado Federal decidiu, por 61 votos a 20, a condenar #Dilma Rousseff pelo crime de responsabilidade fiscal. Logo, o presidente da Câmara, e o presidente do Senado, tiveram o mesmo destino. Menos de duas semanas depois que o Congresso derrubou Dilma, o ex-presidente Eduardo Cunha, o líder do impeachment, era o próprio acusado. Ele perdeu o seu mandato por ter mentido para a Casa sobre ter contas bancárias secretas na Suíça.

O Supremo Tribunal também está processando Cunha em dois processos criminais separados. Ele está sendo acusado de corrupção, fraude, evasão fiscal, peculato e lavagem de dinheiro.

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Em outubro, a Polícia Federal prendeu Eduardo Cunha, após ele tentar mexer nas investigações contra si. Mais recentemente, na segunda-feira, foi a vez do presidente do Senado.

O Supremo Tribunal decidiu suspender Renan Calheiros, depois que ele tornou-se formalmente um réu num caso de corrupção. Calheiros já teria recebido suborno de uma empresa de construção. Ele defendeu os interesses da empresa no Congresso em troca de pagar a pensão alimentícia que ele devia a um filho fora do casamento. Renan Calheiros está sob investigação em 11 outros casos de corrupção.

Crise política

A sociedade brasileira esperava que a turbulência política acabaria após a remoção de Dilma Rousseff. Mas foi um erro bobo. Escândalos de corrupção e uma guerra entre os ramos da administração vêm ocorrendo desde a posse de Michel Temer.

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Com a destituição de Calheiros, a crise do governo poderia ser ainda maior. O presidente apresentou a sua proposta de reforma do sistema de pensões e poderia usar um aliado na cabeça do Senado.

Mas o novo presidente do Senado é o senador Jorge Viana, membro do Partido dos Trabalhadores, um rival feroz da família política de Temer. Viana já declarou que não vai apoiar o limite de gastos federais. A medida, que vai congelar os gastos públicos por 20 anos, depende de uma segunda votação no Senado para ser aprovado. Enquanto isso, o PIB do país continua a encolher. #Crise-de-governo