Neste sábado (03) no Panamá, a entidade Transparência Internacional reconheceu os esforços dos procuradores e de toda a força-tarefa das operações da #Lava Jato, a equipe recebeu um prêmio importante no âmbito de combate à #Corrupção.

A entidade enfatizou que a corrupção brasileira é algo endêmico e que a Lava Jato se mostrou persistente para chegar a nomes poderosos da sociedade, levando para a prisão pessoas de poder e de grande influência. A organização da Transparência Internacional destacou que tudo começou com uma "simples" investigação sobre lavagem de dinheiro, e com o esforço da equipe, a operação se tornou a maior investigação sobre corrupção brasileira, entrando para a história.

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Iniciada em 2014, as investigações focaram na empresa Petrobras e segundo a entidade, lidou com o maior escândalo de corrupção do mundo.

Em todo o processo das descobertas juntamente com a Polícia Federal, foram somados cerca de 240 denúncias feitas, as condenações chegaram a 118 incluindo grandes empresários, executivos e políticos. Somando o número de condenados com o tempo de prisão, chegaria a 1,2 mil anos na cadeia. Após participantes dos processos da Lava Jato apresentaram o "valor" de suas investigações, pessoas que antes eram tidas como "intocáveis", se tornaram violáveis e muitos ainda poderão ser presos devido ao trabalho de toda a equipe e a Polícia Federal.

Lei

A Transparência Internacional lembrou que membros do Ministério Público Federal (MPF) fizeram uma tentativa de fazer uma lei que eles chamaram de "Dez Medidas contra a Corrupção", mas a organização destacou que a Câmara dos Deputados "desfigurou" o pacote e tentaram colocar medidas que prejudicariam juízes e promotores, afetando a independência em exercer tarefas no setor jurídico do país.

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A sociedade brasileira também foi lembrada como apoiadores da Lava Jato e contra a corrupção, "os brasileiros disseram uma basta à corrupção que está arrasando o país", avaliou o presidente do Comitê o prêmio Anticorrupção da Transparência Internacional, Mercedes de Freitas. #Sergio Moro