Nesta quarta-feira, 21, o Departamento de Justiça americano revelou parte de acordos de leniência envolvendo duas empresas com operação no Brasil, a Brasken e a Odebrecht. Ambas confessaram ter pago - entre diferentes anos - dinheiro de propina ao governo brasileiro e a outros onze países. De acordo com a Justiça dos Estados Unidos, esse é o maior caso de corrupção internacional envolvendo suborno de toda a história. A #Odebrecht admitiu ter pago US$ 788 milhões em propina, já a Brasken mais de US$ 250 milhões, ultrapassando, portanto, a casa de um bilhão de dólares, cerca de R$ 3,4 milhões. O grupo agora vai ter que pagar quase sete bilhões de reais em multas.

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A multa faz parte do acordo de leniência.

Tentativa de seguir na lei

O acordo de leniência nas duas empresas foi assinado da Suíça e tem o objetivo de suspender processos envolvendo as empresas citadas. A leniência é uma espécie de delação das empresas. Ao revelarem o que realmente fizeram, comprovando tais fatos, as companhias tem uma amenização das penas, já que facilitaram o trabalho da Justiça. Os acordos fazem parte de um desdobramento da principal operação contra a corrupção já feita no Brasil, a Lava Jato. A operação é comandada em segunda instância pelo juiz federal Sérgio Moro, que envia seus despachos de Curitiba, no Paraná.

Corrupção sem fim envolvendo Odebrecht

O comunicado enviado pela Justiça americana diz que a empreiteira brasileira pagou ilicitamente pela certeza de ter contratos em mais de uma centena de projetos.

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O pagamento envolveu os governos não só do Brasil (e seus representantes políticos), mas também dos seguintes países: Venezuela, Peru, Panamá, Moçambique, México, Guatemala, Equador, República Dominicana, Colômbia, Argentina e Angola. O esquema da Odebrecht durou mais de uma década e, segundo a justiça americana, nenhum outro caso de suborno internacional pode ser igualado ao da empreiteira com operações no Brasil. O crime ocorria por diversos representantes da empreiteira, dos mais variados níveis de hierarquia. As propinas apenas no Brasil teriam ultrapassado a cada de R$ 1 bilhão.