O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, preso desde 17 de novembro, será transferido do Complexo Penitenciário de Bangu, na zona Oeste da capital, para a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Segundo reportagem da Folha de São Paulo, o Ministério Público Federal considerou excessivas as visitas recebidas pelo político na cadeia.

Diversos políticos visitaram Cabral em Bangu, como os deputados Washington Reis (PMDB-RJ) e Cidinha Campos (PDT-RJ), e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB-RJ). O pedido da transferência de Sérgio Cabral foi deferido pelo juiz Marcelo Bretas.

Defesa de Cabral também solicitou a mudança

Os próprios advogados de Sérgio Cabral também sugeriram a transferência no pedido de habeas corpus.

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Para eles, a integridade física do político estava em risco por conta da prisão de milicianos e também da ocupação das UPPs (Unidade Polícia Pacificadora).

Ary Bergher e Raphael Mattos, advogados de Cabral, também afirmou os meios de comunicação atribuem a ele a culpa da situação atual do estado do Rio de Janeiro, que recentemente teve as contas bloqueadas. O habeas corpus do ex-governador foi negado, mas o juiz usou os argumentos da defesa para deferir a transferência para a capital paranaense, ainda sem data para ocorrer.

Prisão do ex-governador já dura quase um mês

Sérgio Cabral está preso preventivamente desde 17 de novembro sob a acusação de cobrar propina em obras públicas, cerca de 6% do valor total, na Operação Calicute, uma vertente da Operação #Lava Jato. Junto com Cabral, outros réus também estão em Bangu, inclusive sua mulher, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, acusada de lavagem de dinheiro através de seu escritório de advocacia.

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Entretanto, somente o ex-governador será transferido.

Segundo as investigações, as principais obras que foram fraudadas por Sérgio Cabral foram a Reforma do Maracanã, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das Favelas e a construção do Arco Metropolitano. As empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia são as suspeitas pagarem propina a Cabral. #Política #Sergio Cabral