Os depoimentos dos 77 executivos da #Odebrecht já foi iniciado e procuradores da Força Tarefa da #Lava Jato estão se desdobrando para colher todas as informações. E mais uma informação bombástica vazou na imprensa, e envolveu uma das figuras políticas mais importantes do país. #Geraldo Alckmin (PSDB-SP), governador do estado de São Paulo. Segundo executivos da Odebrecht, foram repassados 2 milhões em dinheiro vivo, por meio de caixa dois, a Geraldo Alckmin para financiamento de suas campanhas eleitorais de 2010 e 2014.

Segundo constam nos depoimentos, duas pessoas muito próximas ao governador tucano fizeram a intermediação da negociação e o recebimento do dinheiro.

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Adhemar Ribeiro (irmão de Lu Alckmin primeira dama) e Marcos Monteiro (secretário de planejamento) do governo do estado de São Paulo.

Segundo reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo, o ex-diretor da Odebrecht, Carlos Armando Paschoal foi o executivo a fornecer as informações acima, aos procuradores da Força-Tarefa da Lava Jato. Conhecido como “CAP”, Paschoal também teria sido o responsável em fornecer outro pagamento milionário (23 milhões de reais), a campanha de outro grande político do PSDB, o atual ministro de Relações Exteriores do governo de Michel Temer, José Serra, dinheiro que também teria sido repassado por meio de caixa dois.

Alckmin era chamado de “MM”

Segundo informações dos delatores, o governador Geraldo Alckmin tinha um apelido nas planilhas de pagamento da Odebrecht.

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Ele era chamado de “MM” durante as negociações de fornecimento de recursos financeiros para a sua campanha, junto com executivos da empreiteira.

De acordo com registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as contribuições milionárias da Odebrecht para Alckmin não teriam sido registradas no TSE, conforme determina a legislação. Apenas uma contribuição, da petroquímica Braskem, teria sido registrada no Tribunal, em valores muito baixos. Uma contribuição de 100 mil reais em 2010.

Em outra reportagem da revista Veja, investigadores teriam citado, que Alckmin aparecia nas planilhas de controle de pagamento de propina da Odebrecht, porém, o apelido de Alckmin, não era “MM” e sim “Santo”. Nessa reportagem, Alckmin teria recebido propinas nas obras de duplicação da rodovia Mogi-Dutra.