Um ‘debate acalorado’ e ‘termos ofensivos’ foram utilizados na maior corte do país, o Supremo Tribunal Federal (#STF), em ataques diretos feitos pelo ministro Gilmar Mendes ao seu colega de corte, ministro Luiz Fux, durante uma sessão realizada nessa quinta-feira (15). O desentendimento entre os ministros começou após Gilmar Mendes discordar de uma fala de Fux, durante a sessão, que discutia a legitimidade da Lei da Ficha Limpa, em um município de Santa Catarina. A partir daí, o ministro começou a dirigir o discurso às decisões de Fux no Supremo, principalmente, ao caso da liminar concedida ontem, que anulou a votação do pacote de medidas anticorrupção.

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Mendes criticou duramente a decisão do colega de STF e dirigiu termos ofensivos ao colega, dizendo que o Supremo, de forma alguma, deve “chancelar absurdos”.

“Não, não e não! De jeito nenhum o Supremo deve chancelar absurdos. O Supremo não faz quadrado redondo. Isso não é um conceito que se possa sustentar. Nem o código Fux sustenta isso. Eu irei defender a insurreição contra essa jurisprudência”, afirmou o ministro, visivelmente com a voz alterada. De forma irônica, classificou a decisão tomada por Luiz Fux, como uma decisão baseada somente no ‘código Fux’, ou seja, decisões tomadas sem nenhum respaldo jurídico e sem base legal de sustentação.

Ação mambembe e recados de rua

Na sequência da discussão, Gilmar Mendes afirmou que o STF está sofrendo de “delírios decisórios”.

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E citou o caso aprovado no Supremo da Lei da Ficha Limpa. Na opinião do ministro, a ação declaratória da Lei da Ficha Limpa não passou de uma “ação mambembe”, que não preenchia os requisitos mínimos como manda a Constituição. E que a lei somente foi aprovada no STF e no Congresso Nacional devido à grande pressão popular em manifestações de rua.

“Fomos pressionados junto com o Congresso naquele ano, e acabamos atendendo recados de rua”.

Assista ao #Vídeo da “revolta” do ministro Gilmar Mendes contra o seu colega de corte, Luiz Fux, ocorrida nessa quinta-feira (15).

#Justiça