O governo federal decidiu cancelar a licitação para a compra de vários alimentos que serviriam para o abastecimento do avião presidencial utilizado pelo presidente Michel Temer. A iniciativa de cancelamento da licitação após críticas em redes sociais, partiu do presidente da República, através de informação dada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A confirmação prestada pelo ministro foi dada nesta terça-feira (27). Em seu twitter, o ministro ponderou: "foi cancelado o Pregão 14/2016 para o dia 02 de janeiro de 2017, de serviços de Comissária Aérea, por orientação presidencial",escreveu o ministro. Ainda segundo fontes do Palácio do Planalto, o próprio #Governo teve expressar sua posição por meio de uma nota oficial a ser divulgada.

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As estimativas de gastos constavam em torno de R$1.748.653,20. A contratação da licitação atenderia a uma solicitação para que o avião presidencial fosse abastecimento, já a partir de 2017, com a compra de vários alimentos, porém o grande contingente de produtos a valores considerados altos, suscitou muitas críticas, principalmente nas redes sociais.

Sorvetes finos

Dentre a grande variedade de produtos, constavam para a licitação, sorvetes finos tipo premium Haagen Dazs. Somente em sorvetes, pretendia-se gastar aproximadamente R$ 17 mil, incluindo-se cerca de 500 unidades, em sorvetes de sabores de morango e amora e sem lactose. Ainda na lista de licitação, constavam várias marcas já estipuladas. Segundo os dados do governo, a previsão é que o contrato de licitação duraria cerca de um ano.

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Além de sorvetes, também fariam parte da licitação, estimativas de gastos de até R$ 42 mil em gelo, sendo que R$ 19 mil seriam gastos em gelo em cubo e R$ 1370 em gelo no formato de cubinhos. Ainda do total de custos, cerca de R$ 21,6 em gelo seco. De acordo ainda com as informações da licitação, aproximadamente R$ 28 mil seriam gastos apenas com papel toalha em cerca de 1500 pacotes do produto. Os gastos também se referiam a R$ 1.740, e gastos com cerca de 600 rolos de papel higiênico. Entretanto, o governo Temer cancelou o contrato de licitação referente a todos os custos a esses produtos. #Crise #Michel Temer