Neste sábado, 17, o pastor da Igreja Assembleia de Deus, Silas Malafaia, gravou um vídeo em que falou sobre a Operação Timóteo, na qual é um dos investigados. Gritando bastante, ele disse que não faz o menor sentido a Justiça ter expedido a ele um mandado de condução coercitiva. O pastor diz que isso é uma maneira de qualificá-lo como um ladrão e que foi motivado por apenas uma doação de R$ 100 mil.

Malafaia revela que tal doação foi feita por um amigo de um pastor de sua igreja e que a quantia foi depositada em uma conta conjunta que mantém com a esposa. "Se eu tivesse dez contas, vários casos, mas não existe isso", diz o pastor, que em seguida brada: "Que democracia é essa, que estado de direito é esse?".

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Segundo um artigo de autoria do colunista Reinaldo Azevedo, da revista Veja, a condução coercitiva contra Silas foi "escancaradamente ilegal". Isso porque, segundo a legislação, existem apenas duas condições para uma pessoa sofrer essa condução por parte da #Polícia Federal e o famoso pastor não se enquadraria em nenhuma delas.

Juristas ouvidos pelo jornalista da Veja dizem que a ação pode ser vista como uma antecipação de pena de uma pessoa que sequer é processada oficialmente. "Eu acredito em justiça, não em linchamento", diz o colunista político, ao se referir ao caso de Malafaia.

Por outro lado, a Polícia Federal diz ter suspeitas de que a conta do pastor servia para lavagem de dinheiro de empresas mineradoras. Acredita-se que as companhias aproveitavam-se da credibilidade do pastor para não pagar a maior parte dos royalties, que deveriam ser destinados aos municípios, nos quais os recursos minerais são extraídos.

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O depósito de R$ 100 mil causaria estranheza, mas seria uma "migalha" em meio a uma "massaroca" de situações. Para Malafaia, a ação é uma maneira de calá-lo, pois ele, recentemente, criticou o poder cada vez mais absoluto da Justiça no Brasil.

Veja abaixo o vídeo que mostra o líder da Igreja Assembleia de Deus - Ministério Vitória em Cristo bastante irritado e criticando o papel da Justiça:

#Política #Silas Malafaia