A política brasileira está vivendo um grande conflito entre os Poderes. A Mesa Diretora do Senado decidiu não cumprir a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Marco Aurélio Mello, e manteve o senador #Renan Calheiros na presidência da Casa. O Senado enviou ao Supremo uma nota dizendo que iria aguardar o posicionamento dos outros ministros para depois tomar a decisão correta.

Essa atitude da Mesa Diretora do Senado é uma afronta ao Judiciário. A Casa disse que não houve descumprimento, apesar que a ordem do ministro não foi cumprida.

Nesta quarta (7), o plenário se reunirá e chegará a uma decisão definitiva sobre a situação de Renan Calheiros.

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Enquanto isso, o peemedebista não assinou a notificação e a Mesa ainda deu um prazo para que ele protocolasse sua defesa.

Diante dessa recusa em aceitar o afastamento do parlamentar, o ministro Mello pode pedir a prisão de Renan por desobediência a ordem judicial. Poderá ser estipulado uma multa e prisão de 15 dias a seis meses.

Críticas

Renan criticou duramente a posição do ministro da Corte e reiterou que vai seguir o comunicado da Mesa, não acatando a ordem do ministro. Segundo Renan, é muito estranho, um ministro pedir afastamento de um presidente do Senado a nove dias do final dos trabalhos. "Nenhuma democracia merece isso", ressaltou o peemedebista.

Renan lembrou que em vários momentos cumpriu liminares do juiz, quando elas impediam que acabasse com o "supersalário" de integrantes do Judiciário.

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Falando assim, Renan usou um tom provocativo e irônico contra o ministro.

Confusão

No Senado, vários parlamentares estão confusos. Ninguém sabe quem está no comando da Casa. Para o líder da oposição, Lindbergh Farias (PT-RJ), houve um descumprimento da decisão do ministro da Corte e isso é inaceitável. De acordo com o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), ele não acredita que houve descumprimento de ordem, pois quem no momento, está respondendo pela Casa, é o senador Jorge Viana (PT-AC). O senador Humberto Costa (PT-PE) também concordou com Caiado e disse que no momento nada é definitivo. #Senado Federal