O Brasil, até agora, é reconhecido como uma nação democrática pela comunidade internacional, mas parece estar mergulhado em uma verdadeira situação de “inferno astral” no que diz respeito à percepção negativa dos jornalistas da Europa sobre o que está acontecendo com o país gigante da América do Sul. Os jornalistas europeus se debruçaram em noticiar mais um capítulo da guerra que vem sendo travada entre o Judiciário e Legislativo brasileiros, isto é, se o alagoano #Renan Calheiros sairia ou não da presidência do Senado. Outras manchetes que receberam destaque foram: a PEC para ser votada quanto aos gastos públicos e o projeto para se combater a endemia da #Corrupção nacional.

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O periódico francês Le Monde por meio de 3 autores distintos, veiculou o artigo “Brasil: o grande salto para trás”, indo desde a destituição de Dilma Rousseff, presidente eleita com mais de 54 milhões de votos até o governo do presidente Michel Temer, com fortes práticas fundidas de corrupção, arbitrariedade e conservadorismo. É um governo truculento que determina que as forças de repressão espanquem, por exemplo, estudantes e professores em manifestações públicas.

Outro detalhe destacado pelos franceses é que parlamentares brasileiros no poder homologaram 10 medidas que visavam combater a corrupção, mas que, de verdade, não tinham nenhum conteúdo significativo ou prático para tal. Ao contrário, o objetivo real era de que os deputados federais pudessem, assim, se livrar dos inquéritos policiais relacionados à corrupção na estatal Petrobras

Já o TAZ – Tageszeitung da Alemanha - no artigo intitulado “No pântano da corrupção”, disse que "o presidente #Michel Temer pode respirar aliviado" uma vez que o litígio entre Justiça e Congresso desafiou a autoridade do governo do Brasil, pois Renan Calheiros continuou descaradamente presidindo o Senado.

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O também meio noticioso alemão FAZ - Frankfurter Allgemeine Zeitung publicou a notícia: “O solitário presidente do Brasil”, afirmando que Temer fica, a cada dia que passa, mais isolado e que após a tomada do poder de Dilma, ele perdeu 6 ministros em um prazo de 6 meses.

Quanto aos britânicos do The Guardian, esses disseram que, mesmo que o STF - Supremo Tribunal Federal - tenha decidido a favor de Renan, o mesmo terá uma vida complicada a partir de agora com os maiores magistrados brasileiros, sendo que o político está aguardando ser julgado por contundentes acusações de corrupção em mais um dos 12 processos que existem contra o alagoano.

O inglês FT - Financial Times - revela que os parlamentares brasileiros foram, no mínimo, tendenciosos por se aproveitarem da comoção dos cidadãos referente ao acidente aéreo com a equipe de futebol da Chapecoense e assim aprovaram "medidas draconianas", outorgando o direito de processar juízes e promotores sob a alegação do abuso de poder.

A imprensa espanhola por meio do El País falou que algo semelhante ao ocorrido com Calheiros foi vivenciado por Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, que era mais um acusado de corrupção na Petrobras.

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Tanto é assim que, em maio deste ano, 11 juízes do STF suspenderam o carioca Cunha de modo unânime.

A pergunta que está sendo feita é a seguinte: a oposição e até muitos aliados de Dilma Rousseff a destituíram de ser presidente do Brasil para combater a praga da corrupção ou para não serem presos sob a acusação de serem os maiores apátridas e corruptos da história republicana brasileira? Qual a sua opinião sobre os políticos brasileiros?