O procurador-geral da República-PGR, Rodrigo Janot, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O inquérito é proveniente da Operação #Lava Jato e acusa Calheiros de receber propina do esquema de corrupção na Petrobrás.

Porém, segundo a denúncia da Lava Jato, o presidente Calheiros cometeu os crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro ao receber propina de R$ 800 mil em doações oficiais da empreiteira Serveng.

Segundo ainda as investigações, foram identificadas duas doações oficiais ao PMDB nos valores de R$ 500 mil, em agosto de 2010, e R$ 300 mil em setembro daquele ano, feitas pelo diretor comercial da Serveng, Paulo Twiaschor, ao Diretório Nacional do PMDB, que em troca, a empreiteira participaria de licitações importantes na Petrobrás, o que teria se viabilizado a partir do começo de 2010.

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Twiaschor também foi denunciado. Conforme publicado no Jornal Valor Econômico, em 12 de dezembro de 2016.

Procurador-geral da República solicita ainda a perda das funções públicas do parlamentar

No entanto, em contrapartida para receber a propina, o parlamentar teria oferecido apoio político para manter Paulo Roberto Costa no posto de diretor de abastecimento da #Petrobras. Costa teria usado o cargo para praticar os atos necessários para que a Serveng participasse de licitações na empresa pública.

Diante do exposto, o procurador-geral da República oferece ainda ao Supremo, a solicita da perda das funções públicas do parlamentar.

De acordo com informações das operações policiais, como a Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros, responde a 12 apurações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Renan já é réu em ação penal no STF por desvio de dinheiro público. Há mais de três anos e meio a corte não julgava o recebimento de uma denúncia oferecida pelo procurador-geral da República. Mas, No dia 1º de dezembro de 2016, por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu abrir uma ação penal e tornar réu o presidente do Senado, pelo crime de peculato, desvio de dinheiro público.

Renan Calheiros tem dito que, “jamais recebeu vantagens de qualquer pessoa”. Segundo sua assessoria, ele tem reafirmado que “delações não confirmadas deveriam servir para agravar a pena dos autores e não livrá-los da cadeia”. #RÉU