O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), #Joaquim Barbosa, desde que se afastou do Supremo, apenas se manifestava sobre os fatos ocorridos na política nacional através de seu perfil pessoal no Twitter. Em suas publicações, ele sempre se mostrou contra o #Impeachment da ex-presidente, #Dilma Rousseff (PT) e contra o governo de Michel Temer (PMDB), afirmando que o governo peemedebista era um governo ilegítimo. Mas esse “silêncio” com a imprensa, foi rompido nessa quarta-feira (30), através de uma polêmica entrevista ao jornal “Folha de São Paulo” na qual, o ex-ministro afirmou que o processo de impeachment instaurado contra Dilma Rousseff não passou de uma grande “encenação”.

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Confira os principais pontos da entrevista de Joaquim Barbosa ao jornal Folha de São Paulo.

Impeachment ‘Tabajara’

Questionado sobre sua postagem em que escreveu que o processo de impeachment de Dilma Rousseff era um “impeachment Tabajara”, Joaquim Barbosa foi enfático e afirmou que todos os trâmites feitos tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal não passaram de uma “grande encenação” e que aqueles ritos foram cumpridos apenas formalmente.

“O que houve ali foi um grupo de políticos que, num momento apoiavam o governo, e num outro momento, decidiram destitui-lo do poder. O resto foi pura encenação, pois os argumentos da defesa não eram levados em consideração, na verdade, nada era examinado sob uma ótica da dialética”.

Joaquim Barbosa ainda afirmou que todo o processo de impeachment não passou de uma forma sorrateira de “agir sobre as sombras”, pois em seu ponto de vista, os envolvidos no impeachment queriam impedir a investigação de crimes por eles praticados.

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Para Barbosa, o impeachment não passou de um “véu” que encobriu acusações e denúncias graves.

Governo Temer

Para Joaquim Barbosa, o governo de Michel Temer corre um sério risco de não chegar ao seu final, devido a situação artificial criada pelo impeachment. No ponto de vista dele, o governo de Temer é frágil e não suportaria uma série de grandes manifestações no país.

Ele disse que apenas novas eleições são capazes de restabelecer a confiança internacional no país e em suas instituições.

“Um presidente legitimado pela soberania popular. Aceito de forma consensual, límpida e tranquila, eleito pela grande maioria da população".

Lei de abuso de autoridade

Sobre a polêmica em torno da lei de abuso de autoridade, Barbosa afirmou que trata-se apenas de um “desdobramento do controvertido processo de impeachment”, cujas motivações eram espúrias. E que essa sucessão de fatos atuais são consequências do abalo, no principal pilar democrático do país, a presidência da República. Mas ele acredita que a lei de abuso de autoridade ainda pode ser parada através de um veto presidencial ou pelo próprio STF.

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Na ótica de Barbosa, o que realmente importa é a reflexão sobre os fatos.

Lava Jato

Ao final da entrevista, perguntado sobre o que acha da Operação Lava Jato, ele afirmou que apenas se trata da justiça funcionando e que acompanha os desdobramentos da maior operação de combate a corrupção do país a distância.

Atualmente, Joaquim Barbosa trabalha apenas com palestras dando seus pareceres jurídicos aos mais diversos segmentos da sociedade.