Marcelo Freixo não conseguiu se eleger prefeito do Rio de Janeiro, mas Gelsimar Gonzaga já curtia o seu mandato de prefeito em Itaocara, que fica na Baixada Fluminense. Com poucas semanas da eleição, o político foi condenado pelo TRE, que o considerou inelegível pelos próximos oito anos.

A condenação de Gelsimar se estendeu para o Secretário Municipal de Agricultura, Rildo Correa, que também está inelegível. Essa inelegibilidade é válida para qualquer cargo público, seja político ou administrativo.

O ex-futuro prefeito da cidade, entretanto, foi eleito em 2012. Desde então, por não ter uma base de governo, Gelsimar enfrentou forte oposição dos vereadores da Câmara Municipal.

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Tal fato fez com seus projetos fossem recusados ou tivessem muita dificuldade para ser aprovados, como as suplementações orçamentárias que objetivavam pagar salários de servidores públicos.

As contas da gestão de Gelsimar, correspondentes aos anos de 2013 e 2014, foram rejeitadas pela Câmara, entretanto, segundo o próprio político, o Tribunal de Contas as aprovou e os vereadores só as recusaram por conta de uma perseguição política. O município só possui um vereador na base aliada do antigo prefeito e 11 da oposição. O político também informou, em entrevista à Folha, que não usou as máquinas do município para angariar votos, pois é comum o uso desses itens no incentivo e apoio aos produtores rurais da cidade.

O político também foi afastado do cargo de prefeito em fevereiro de 2016, sob a legação de que impedia a Câmara Municipal de trabalhar.

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Após recorrer da decisão, o próprio juiz que o afastou, permitiu que ele retornasse para o cargo.

Os votos recebidos por Gelsimar, na última eleição, foram anulados e Manoel Faria (PMDB), foi determinado como o vencedor da eleição e futuro novo prefeito da cidade. A situação de Gonzaga se estende para outros prefeitos recém eleitos em outros lugares do Brasil.

Existem vários recursos aguardando decisão, de políticos considerados inelegíveis e que venceram as #Eleições, mas que foram considerados inelegíveis ou que foram condenados por abuso de poder. Alguns prefeitos eleitos em outubro já foram condenados e em algumas cidades, haverá nova eleição no próximo ano. #PSOL #Justiça