Uma nova linha de investigações foi deflagrada pela operação Lava Jato nesta última semana. Documento sigiloso do Itamaraty aponta que o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva nunca deixou de ser tratado como presidente da República, principalmente em relação aos privilégios.

Conforme publicação do jornal "Folha de S. Paulo", Lula, apesar de não ser mais chefe de estado, possuía livre acesso ao continente africano, ou seja, a empreiteira #Odebrecht convidava o ex-presidente para participar de visitas relacionadas às obras de interesses da construtora. Por sua vez o petista aproveitava a ocasião para ministrar palestras no país.

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As últimas vezes em que esteve em Angola contou com a companhia do patriarca da construtora Odebrecht, Emílio Odebrecht. O presidente da empreiteira quase se tornou delator da Operação #Lava Jato.

O ex-presidente se tornou tão popular que, quando chegava à África, era motivo de muita alegria para a população. Além disso, era tratado como um legítimo presidente da República. Foi exatamente o que aconteceu na última vez que esteve em Angola, no mês de maio de 2014. Lula foi recebido com honrarias pelo governo local e tinha à sua disposição um avião exclusivo para que a sua equipe fosse "visitar no interior do país uma usina produtora de açúcar e etanol". A indústria em questão era uma das parceiras da Construtora Odebrecht.

Nos últimos tempos o ex-presidente se tornou réu por quatro vezes em ações penais.

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Numa delas, que tramita em Brasília, no Distrito Federal, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou o petista pela discrepância ao exercer a função de "garoto propaganda" da Construtora Odebrecht.

Na verdade a hipótese é que Lula atuava como influenciador no engajamento da empreiteira em empreendimentos internacionais, como por exemplo nas obras de engenharia em Angola. Para tal finalidade o ex-presidente teria recebido "o equivalente a R$ 800 mil", afirma reportagem da Folha de São Paulo.

O MPF alegou ainda que os valores tidos como palestras são apenas uma espécie de "cortina de fumaça" para camuflar as reais intenções da Odebrecht, que acionava Lula para manobras em operações bancárias. O petista era como se fosse um "avalista" para a liberação das linhas de créditos e empréstimos concedidos pelo Banco de Desenvolvimento. Efetivamente Lula era o interventor dos financiamentos do BNDES.