A juíza titular da 5ª Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu-Mesquita, no Rio de Janeiro, Nathalia Calil Miguel Magluta, condenou o senador #Lindbergh Farias à perda de seus direitos políticos por quatro anos, mais o pagamento de uma multa de R$480 mil.

O político foi julgado em uma ação por improbidade administrativa devido a ter se promovido indevidamente para obter a reeleição em 2008, quando era prefeito de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Na época e segundo os autos da ação do Ministério Público, ele teria utilizado um logotipo do seu governo em cerca de 6 mil cadernetas destinadas ao controle de quem tinha direito a receber caixas de leite.

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Ao julgar a ação, a juíza Nathali entendeu que houve uma promoção que beneficiou o político, o que é vedado pela legislação eleitoral. Para ela, o ex-senador usou seu poder e cargo para beneficiar sua campanha. O ato aconteceu no segundo semestre de 2007 e primeiro semestre de 2008.

A decisão foi proferida na tarde de sexta-feira, 16, mas somente no início da noite desse sábado, 17, é que a imprensa teve conhecimento e logo o assunto se tornou um dos mais falados do momento. O senador ainda não se pronunciou sobre a perda de seus direitos políticos, mas ainda poderá recorrer da decisão. A #Justiça só deve proferir uma resposta no próximo ano, uma vez que o judiciário inicia recesso na próxima terça-feira, 20, com retorno previsto para janeiro, quando o Congresso Nacional ainda estará sem funcionamento.

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Esse é o segundo fim de semana consecutivo em que Lindbergh é notícia na imprensa nacional. Na semana passada, trechos de uma delação premiada informaram que, dentre muitos outros políticos citados, Lindbergh teria recebido dinheiro de propina para a sua campanha eleitoral para senador. O político afirmou que não tem por que comentar tal acusação, uma vez que não foi informado sobre a delação. As delações que vazaram para algumas revistas ainda não foram homologadas, logo, perante a lei, ainda não possuem qualquer valor legal.

O senador passou o dia utilizando suas redes sociais a fim de compartilhar matérias de sites que se opõem ao governo Temer, chamando-o de corrupto e “golpista”. #Senado Federal