O ex-presidente #Lula continua firme no papel que ele e as circunstâncias criaram de político popular perseguido por maquinações políticas.

Dessa vez, foi em uma entrevista a uma emissora turca que o ex-presidente deu sua versão dos fatos. Quando lhe perguntaram como reagia às inúmeras acusações (ele é réu em cinco processos), a estrela máxima do Partido dos Trabalhadores respondeu que as encarava com tranquilidade e denunciou as acusações como uma tentativa de criminalizar seu governo e suas realizações sociais (Lula, lembremos, desfrutou de índices de popularidade imensos enquanto esteve na presidência e, segundo os críticos, elegeu um poste baseado apenas no apoio popular imenso de que desfrutava).

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Uma das acusações que mais parecem perturbar o ex-presidente é aquela feita pelos procuradores do Distrito Federal, que o denunciaram por tráfico de influência no processo de compra de 36 caças da empresa aeroespacial sueca Saab. O político lembra que, quando finalmente foi escolhida a proposta vencedora (a intenção de renovar a esquadrilha brasileira vinha desde o governo de Fernando Henrique Cardoso) Dilma Rousseff já era a presidente. Além disso, aponta ele, a escolha contou com a participação da Força Aérea Brasileira. "Ou ele [o procurador] é analfabeto ou ele tem má fé ou é mau caráter. Ele não pode ser um cidadão normal", disse Lula.

Entre outras declarações destinadas a criar polêmica, o líder petista disse que é a favor da convocação de eleição direta para a presidência (em pesquisa de opinião recente, Lula ficou em primeiro lugar entre as opções dos eleitores para o primeiro turno da próxima eleição presidencial) em vez de eleição indireta pelos congressistas caso Michel Temer tenha o mandato cassado.

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O ex-presidente corre contra o tempo, uma vez que 2018, ano da próxima eleição presidencial, se Temer conseguir chegar ao final do mandato para o qual Dilma foi eleita em 2014, pode ser tarde demais se ele for preso ou sofrer qualquer condenação que corte seus direitos políticos.

O ex-presidente criticou o juiz Sérgio Moro, mas teve o cuidado de se dizer a favor das investigações: “Eu não quero atrapalhar o juiz Moro de fazer o trabalho dele. Agora o que ele não pode é se comportar como um ungido para resolver o problema da humanidade desrespeitando critérios jurídicos, democráticos e de direitos humanos. Quero que ele faça as coisas dentro da lei e não se determine rei dos reis”. Moro tem sido criticado por muitos que acreditam que ele está exorbitando de suas funções com motivações políticas (sua confraternização com lideranças do PSDB em premiação entregue pela revista Isto É) eletrizou as redes sociais e ganhou destaques até mesmo em jornais estrangeiros, como o prestigiado diário espanhol El País.

Lula aproveitou a entrevista para dar um recado aos adversários: "Eles têm que saber que, se eu voltar, vou fazer o mesmo. Vou fazer mais e melhor." #Sergio Moro