A postura de políticos durante grandes tragédias é sempre alvo da imprensa. Representantes do povo, eles acabam sendo uma espécie de exemplo à sociedade. Na última semana, o Brasil e o mundo choraram uma tragédia. Um avião que levava o time da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, em Medellín, na Colômbia, caiu e deixou 71 mortos, a maioria deles brasileiros. O presidente do Brasil, Michel Temer, do PMDB, por exemplo, decretou três dias de luto pela tragédia. Ele também viajou até o município de Chapecó, no estado de Santa Catarina, onde aconteceu o velório coletivo de 50 vítimas da queda aérea.

Já os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff preferiram lamentar tal fato apenas por nota.

Publicidade
Publicidade

Segundo o site Diário do Poder, especializado em política, a dupla petista teria ignorado completamente a morte dos atletas, da comissão técnica da Chapecoense e de vinte jornalistas. Eles preferiram viajar para Havana, capital de Cuba, acompanhar outro velório, que já dura cerca de uma semana, o de Fidel Castro. O ex-ditador recebe muitas homenagens e é tido como um grande ídolo para #Lula e Dilma. Durante seu governo, Fidel é acusado de mandar fuzilar mais de doze mil pessoas que não concordavam com seu estilo de governo.

Em décadas de gestão, Fidel fez de Cuba um potência esportiva e um país exemplo na saúde, mas tirou a liberdade de expressão e levou o atraso econômico à ilha. Apenas em 2016, com a intervenção do presidente americano Barack Obama, Cuba começou a se abrir aos Estados Unidos e ao mundo.

Publicidade

A cerimônia que Dilma e Lula participaram foi à da espera da chegada das cinzas do ex-ditador. A urna que tinha a bandeira da ilha chegou ao cemitério Santa Ifigênia. Antes de chegar ao seu destino, ela passou pelas mais variadas regiões do país, percorrendo mais de mil quilômetros. A população cubana não pôde entrar no cemitério, que é considerado o "berço da revolução". Os ex-presidentes brasileiros foram criticados nas redes sociais por terem preferido acompanhar um velório no exterior e abdicarem da despedida de uma tragédia local.