Após ter processado o juiz federal Sérgio Moro – o ‘cabeça’ nas investigações e prisões da operação Lava Jato – e querer que ele seja preso por seis meses e dez dias além de efetuar outras sanções em virtude de ‘prática de abuso de autoridade’ com base no artigo 6.º. da Lei 4.898/65, e também ter aberto processo contra Felipe Hille Pace, delegado da Polícia Federal e um dos idealizadores das planilhas que incriminavam #Lula. O ex-presidente também abriu processo contra o procurador da República, Deltan Dellagnol, nessa última quinta-feira (15). Na ação, o líder petista quer que o representante do Ministério Público Federal pague uma indenização de R$ 1 milhão por suposto ‘danos morais’.

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Deltan foi responsável por apresentar, em rede nacional de TV e rádio, ao vivo, o PowerPoint explicativo onde mostrava o suposto envolvimento de Luiz Inácio Lula da Silva em práticas criminosas que envolvem dinheiro público. Na oportunidade, o representante do MPF disse que Lula era o ‘cabeça’ – quem decidia como as ações de corrupção, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro aconteciam envolvendo principalmente a Petrobrás. A defesa de Lula pede que o próprio Deltan seja incriminado exatamente por causa dessa apresentação realizada por Dellagnol, concedida em 14 de setembro.

Na oportunidade, o procurador da Repúlica realizou a primeira denúncia da Lava Jato, no estado do Paraná. Ainda nessa última quinta-feira (15), foi entregue ao juiz Sérgio Moro, pelas mãos de procuradores da Lava Jato, denúncia criminal contra o líder petista e ex-presidente da República.

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Nela, os procuradores contam que Lula teria permitido o desvio de ‘bilhões de reais’ da Petrobras através de propinas que ‘foram’ pagas pela Odebrecht para o PT, PMDB e PP, em um “esquema liderado pelo ex-presidente”.

Nenhum cidadão pode receber o tratamento que foi dispensado a Lula pelo procurador da República Dallagnol, muito menos antes que haja um julgamento justo”, disseram os advogados do ex-presidente e que fazem a defesa dele. Essa já é a quinta vez que Lula é acusado formalmente pelo Ministério Público Federal.