O presidente da República, Michel Temer, respondeu, por escrito, a vinte perguntas que foram enviadas ao juiz federal, Sérgio Moro. Temer é uma das testemunhas em um processo contra o ex-deputado federal, #Eduardo Cunha.

Em uma dessas perguntas respondidas pelo presidente, ele afirma que Bumlai, já condenado na #Lava Jato, pediu para que Cerveró, quando ainda era deputado federal e líder do PMDB, ser mantido no comando da Petrobras. Bumlai, que é amigo pessoal de Lula, negou essa afirmação durante os depoimentos que conferiu, antes da condenação.

#Michel Temer também negou ter conhecimento do envolvimento do ex-presidente da Câmara, Cunha, com a estatal, Petrobrás.

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Eduardo Cunha arrolou outras pessoas para testemunharem, incluindo o ex-presidente da república, Lula.

Crise política

O Brasil vivencia anos delicados quando o assunto é política. Essa tensão se tornou ainda maior após as eleições de 2014, quando o país se mostrou incrivelmente polarizado, bem como em 2016, por conta do impeachment de Dilma Rousseff. Com tamanha polarização, eleitores e parlamentares têm deixado a razão de lado para manifestarem ódio pela internet, bem como nas ruas, generalizando que todo político é corrupto e precisa ser preso, bem como alguns grupos se unem para ofender os outros na internet, alguns, com a participação ou apoio de políticos.

Tal divisão de interesses e atritos também abrange o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto. Dezenas de políticos foram citados em algumas delações que foram divulgadas ilegalmente, no último fim de semana.

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O que mais chamou a atenção, foi a citação de Michel temer.

Ao contrário do que muita gente pensa, se, eventualmente, Temer sofrer o impeachment, o mesmo não poderá ser substituído por um presidente eleito pelo povo. De acordo com disposição legal, nesse caso, haveria uma eleição indireta, onde o Congresso Nacional decidiria quem ficaria no lugar do presidente afastado. Como está previsto na constituição, não adiantaria protestos, pois a regra não mudaria, ao menos que o STF decidisse facultar uma previsão constitucional, mais uma vez.

Apesar de Temer estar no governo há poucos meses, em janeiro o governo contabilizará três anos, pois o mesmo é parte integrante do governo anterior de Dilma. Eleições diretas só são possível até a metade do mandato.