O presidente do Brasil, Michel Temer, está lutando pela sua sobrevivência na presidência sob acusações de corrupção contra ele e seu governo. Temer está planejando novas medidas para alavancar a economia estagnada, melhorar seus índices de aprovação sombrios e sufocar as chamadas para sua renúncia.

As medidas de estímulo, que serão reveladas ainda esta semana, incluem medidas para aliviar os consumidores endividados e também forçar as empresas de cartão de crédito para pagar as empresas mais rápido do que pagam atualmente.

Temer espera que esse jogo das medidas microeconômicas combata o descontentamento com seu fracasso em cumprir a sua promessa de recuperar a maior economia da América Latina, de uma recessão de dois anos.

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É esperado que o Senado brasileiro aprove, no final da tarde de terça-feira (13), um limite de gastos de 20 anos, que é a peça central do plano do presidente para restaurar a disciplina fiscal.

Mas as consequências do surgimento de novas acusações de corrupção na investigação de varrimento em propinas da empresa estatal de petróleo Petrobras, poderia complicar a passagem de reformas das pensões necessárias para trazer o déficit orçamentário do Brasil sob controle.

Seis meses depois que #Michel Temer assumiu a presidência do país, logo após o impeachment de Dilma Rousseff , a sobrevivência política de Temer é ameaçada por acusações de que ele, seus membros do seu gabinete e os líderes de seu partido teriam recebido pagamentos ilícitos da empresa de engenharia conglomerada Odebrecht.

Os promotores da Odebrecht dizem que muitos políticos e empresários se beneficiaram do esquema #Petrobras.

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A empresa aceitou um acordo de leniência com os promotores federais, que exigem que 77 de seus executivos e funcionários da empresa se transformem em testemunhas do Estado, o que, provavelmente, envolveria mais de 200 políticos.

No primeiro testemunho vazado pela imprensa, um executivo da Odebrecht alegou que Temer havia solicitado 10 milhões de reais para a campanha eleitoral do seu partido PMDB em 2014.

A desaprovação do governo de Temer subiu para 51%, muito acima do índice anterior de 31% registrado em julho, de acordo com uma pesquisa do Datafolha, publicada no último domingo (11). Mais preocupante para Temer é que 63% dos entrevistados disseram que gostariam que o presidente renunciasse e que novas eleições fossem realizadas.

Temer também espera fortalecer o seu gabinete, oferecendo para o partido PSDB um papel maior no governo. Vários senadores do PSDB foram envolvidos na definição do pacote de estímulo econômico.

O PSDB é o terceiro maior partido do Brasil e já detém três cargos ministeriais. #Polêmica