De acordo com um relatório apresentado na última sexta-feira (9), pela TV Globo, o ex-diretor da Odebrecht, Claudio Melo Filho, disse aos promotores que, em 2014, os executivos da empresa concordaram em contribuir com cerca de 3 milhões de dólares para financiar a campanha eleitoral do partido de Michel #Temer. Melo Filho disse que participou de um jantar na casa de Temer, onde foi firmado o suposto acordo.

Temer emitiu uma declaração alegando ser perseguido por "acusações falsas". A empresa #Odebrecht está sendo investigada pela sua conexão com o esquema de propina na companhia petrolífera estatal Petrobras. Pelo menos 100 executivos de negócios e políticos foram presos ou estão sob investigação por supostas sobrecargas de contratos e canalização de dinheiro para pagamentos de propinas para campanhas eleitorais.

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O escândalo da Petrobras abalou a sociedade e a política brasileira com suas revelações de um esquema de #Corrupção gigantesco, envolvendo a companhia estatal de petróleo, que tem enormes interesses de perfuração offshore.

Os subornos maciços foram pagos aos funcionários da Petrobras por empresas contratadas em troca de contratos inflacionados. Estimativas conservadoras dizem que a Petrobras perdeu pelo menos 2 bilhões de dólares pelos contratos ilícitos. Políticos de alto nível como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva festão sendo acusados de ter ligação ao esquema de corrupção.

A Odebrecht que já foi condenada e os funcionários da empresa têm vindo a fazer acordos com as autoridades em troca de testemunho. Um deles, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho, disse em depoimento vazado que Temer pediu ao fundador Marcelo Odebrecht a quantia de 3 milhões de dólares como doação ao seu partido político PMDB.

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Temer sempre negou qualquer envolvimento no escândalo.

Temer assumiu definitivamente como comandante-chefe de Estado, após Dilma Rousseff ser derrubada de seu posto no final de agosto por uma votação de impeachment, devido acusações de que ela teria manipulado dados econômicos em seu governo, uma questão não relacionada com o escândalo de corrupção da Petrobras.