Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), Marco Aurélio Melo cobrou a Câmara dos Deputados sobre a demora em instalar a comissão para julgar o #Impeachment do presidente do Brasil #Michel Temer e pediu explicações. Segundo informações, vários líderes dos partidos não formaram o colegiado necessário para ocorrer a votação.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), explicou que a abertura do processo provocaria um 'ônus institucional" gigantesco na Câmara e por isso pediu para que o STF analisasse a tramitação do processo.

Melo resolveu enviar para o gabinete da presidente do STF, Cármen Lúcia, todas as cópias do despacho, inclusive o pedido feito por Maia ao Supremo.

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O ministro do STF disse que já tem o voto pronto, desde maio e que aguarda Cármen Lúcia marcar uma data para o julgamento.

Conforme o ministro, colocar o processo na pauta da Corte cabe somente à presidente.

Acusação

O caso do processo de impeachment de Michel Temer provavelmente será julgado apenas no ano que vem, pois segunda-feira (19), será o último dia de sessões no Supremo. Será decidido se a Corte referenda ou não a liminar concedida por Melo.

O responsável por impetrar o mandado de segurança contra a Câmara, é o advogado Mariel Márley Marra. O advogado acusa Temer de cometer os mesmos crimes da ex-presidente Dilma Rousseff, pois segundo o advogado, ele assinou também todos os decretos de abertura de crédito no Congresso Nacional, em desacordo com a meta fiscal existente.

Polêmica

Esses dias o ministro Marco Aurélio se desentendeu um pouco com o ministro Gilmar Mendes.

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Mendes havia criticado Melo por ele pedir afastamento do presidente do Senado sem consultar os outros juízes e sugeriu o impeachment do ministro. Melo rebateu dizendo que as palavras proferidas por Mendes nem deveriam ser comentadas. "Eu não posso acreditar".

Depois de alguns dias, o tribunal decidiu por seis votos a três que o presidente do Senado, Renan Calheiros, deveria continuar no cargo, mas não poderia participar da linha sucessória presidencial, caso Temer saísse do cargo.