Parece que processo politico brasileiro começará em 2017 da mesma forma de 2016, embrenhado em processos e disputas judiciais.

Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em entrevista nesta última semana, informou que a ação proposta pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que pede a cassação da chapa presidencial Dilma/#Temer que venceu as eleições em 2014, poderá ir a julgamento pelo corte ainda nos primeiros seis meses de 2017.

Tudo depende da liberação do voto do ministro Herman Benjamin, pois ele é o relator das ações. Segundo Gilmar Mendes, ele faz a estimativa de que devido à atual situação e temperatura do momento politico, os Ministros do TSE podem julgar o processo ainda no primeiro semestre.

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Mas as decisões também podem ficar para o segundo semestre, se houver o alongamento das instruções probatórias, e o relator decidir que se deve aprofundar mais no caso, tendo uma maior atenção com as delações da Odebrecht, delações estas que possivelmente serão homologadas apenas no ano que vem. Estes fatores podem impedir que as decisões sejam tomadas no primeiro semestre.

As contas da campanha presidencial da ex-presidenta #Dilma Rousseff e do seu então vice Michel Temer, de 2014, foram aprovadas por unanimidade, mas com ressalvas pelos ministros do TSE.

Devido a isso, o processo foi reaberto pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que entendeu que havia irregularidades nas prestações de contas da campanha da chapa vencedora das eleições de 2014 e questionou a aprovação. O TSE chegou em um consenso e a prestação contábil da chapa deve ser julgada em conjunto.

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Indecisões políticas agravam a crise.

O fato é que enquanto houver este tipo de julgamento no TSE causando insegurança no sistema politico do Brasil, economistas acreditam que isso pode influenciar negativamente na crise econômica que hoje estamos passando.

Alguns defendem enfaticamente uma mudança no governo, já outros acreditam que a gestão do presidente Michel Temer tem chances de se reorganizar e, sob o comando de Henrique Meirelles, tirar o Brasil da recessão. #Política