Em dois novos depoimentos, que ocorreram nesta segunda e terça-feira (12 e 13), em Curitiba, o ex-presidente da #Odebrecht confirmou a versão de Cláudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, sobre o pagamento de R$ 10 milhões ao PMDB, a pedido do presidente da República Michel Temer.

Tanto Cláudio Melo Filho quanto Marcelo Odebrecht, firmaram acordo de delação premiada com a Operação Lava Jato. O relato foi feito primeiramente por Cláudio. Segundo o ex-executivo, em maio de 2014 houve um jantar no Palácio do Jaburu, que reuniu o atual ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha e #Michel Temer, que na ocasião era vice-presidente.

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O pedido teria sido feito por Temer e ficou então acertado o pagamento de 10 milhões de reais para a campanha eleitoral. Cláudio Melo Filho havia dito que Eliseu Padilha pediu que parte do dinheiro fosse entregue a José Yunes, amigo do presidente há 50 anos e também seu assessor. Já Marcelo Odebrecht não deu maiores detalhes sobre os trâmites, mas Cláudio afirmou que a quantia foi paga em dinheiro vivo.

A delação de Cláudio Melo Filho, atinge em cheio o presidente Michel Temer e também deputados, senadores e ministros. São 82 páginas que detalham como a Odebrecht comprou políticos com propinas milionárias. Como provas, o ex-executivo entregou à #Lava Jato extratos telefônicos, planilhas da empresa e cópias de emails. A confirmação deste depoimento por Marcelo Odebrecht, cai como uma bomba sobre o Planalto.

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Ainda assim, os envolvidos continuam negando.

Agora é a vez de Emílio Odebrecht, pai de Marcelo, começar a depor e, de acordo com informações da Folha de São Paulo, seus relatos devem atingir Lula e Dilma, além de ex-presidentes do PT. Também segundo o jornal, Emílio deve contar sobre a construção da Arena Corinthians, que teria relação direta com o ex-presidente Lula.

Marcelo Odebrecht, que está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde junho de 2015, condenado a 19 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro, só tem a ganhar com a delação premiada, que tem como finalidade a redução de pena. Assim sendo, ainda que o presidente Michel Temer tenha declarado que "repudia veementemente" as informações dadas pelo empreiteiro, será difícil ocultar as provas contundentes de sua participação nas negociatas.