De acordo com o Ministério Público Suíço, a Odebrecht pagava regularmente a políticos e partidos políticos brasileiros a partir de contas secretas em Genebra. Para cada 1 milhão de dólares que a empresa pagava aos políticos, a #Odebrecht ganhava cerca de 4 milhões de dólares em contratos.

Os promotores suíços usaram esses documentos financeiros na decisão de multar a empresa brasileira em 200 milhões de dólares na semana passada. O acordo da empresa com os governos brasileiro, estadunidense e suíço inclui o pagamento dessas multas.

O Ministério Público irá determinar as multas em relação à proporção lucro-suborno de 4 para 1.

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Segundo o argumento do Ministério Público suíço, se a Odebrecht mantivesse seus lucros, era o governo brasileiro e o povo que pagava pelos contratos ilícitos.

De fato, a população brasileira pagou um preço inflacionado para realizar os projetos públicos da Odebrecht. Em última análise, os próprios brasileiros suportaram o peso do custo dos subornos da empresa.

Enquanto as investigações continuam, o Ministério Público suíço não revelará os nomes dos políticos que receberam subornos. No entanto, os promotores confirmaram que os subornos foram para campanhas políticas no #Brasil e em outros lugares.

De acordo com as contas de um departamento em particular, as transferências bancárias para políticos e funcionários públicos estavam em centenas de milhões.

Os promotores suíços especificaram que a empresa efetuou seus pagamentos por meio de comerciantes de campanha.

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A Suíça já bloqueou as contas de João Santana, ex-mercenário da campanha presidencial de Lula e Dilma.

Através de contas suíças, a empresa criou um sistema internacional de desfalque de dinheiro. O Ministério público suíço investigou um total de 300 transações bancárias para intermediários e funcionários públicos.

Um total de cerca de 1,4 bilhão de reais passou por bancos suíços entre dezembro de 2005 e junho de 2014. Entre os beneficiários estão ex-diretores da Petrobras, que receberam o valor de 130 milhões de reais em contas secretas.

Como resultado da investigação, os promotores ordenaram a prisão de Fernando Miggliaccio em fevereiro de 2016. Miggliaccio foi responsável pelo departamento de "Operações Estruturadas", que pagaram os subornos. Além disso, todos os subornos passaram por um processo de aprovação aprofundada nos mais altos escalões do gerenciamento da empresa.

Após a posse do servidor da empresa, os investigadores recuperaram mais de 2 milhões de páginas de documentos. Esses documentos continham listas de pagamentos ilegais com datas, quantidades e nomes de destinatários. #Política