A empresa de engenharia Odebrecht tirou anúncios de páginas inteiras nos principais jornais do país na última sexta-feira (3), para se desculpar com os brasileiros por seu envolvimento no maior escândalo de corrupção do país.

O pedido de desculpas feito pela maior empresa de engenharia da América Latina foi recebido com ceticismo em um país com uma história de corrupção política e muitos brasileiros expressaram sua raiva contra a empresa nas redes sociais.

Em um acordo de leniência, a empresa de propriedade familiar assinou um acordo de 6,7 milhões de reais com os promotores na última quinta-feira (2), admitindo culpa e oferecendo informações sobre subornos pagos.

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Mais de 70 de seus executivos, incluindo o patriarca da família e presidente Emilio #Odebrecht e seu filho presos e ex-CEO da empresa Marcelo Odebrecht, concordaram em fazer declarações sobe o caso.

O acordo permitirá que a Odebrecht volte com uma licitação para projetos de obras públicas do qual havia sido banida junto com outras empresas de engenharia, devido ao enorme suborno de propinas em esquema centrado na empresa estatal de petróleo Petrobras. Os promotores do caso disseram que a Odebrecht tinha um escritório dedicado a pagar subornos.

"A Odebrecht reconhece que participou em práticas impróprias e não combatemos como deveríamos fazer ... Foi um grande erro", disse a empresa em seu anúncio, prometendo consertar seus caminhos e virar a página.

Odebrecht está trabalhando em reformular suas normas de conformidade que poderiam levar à nomeação dos membros do conselho mais independente e mais resistente a supervisão da família que controla o conglomerado e seus 15 filiais.

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O acordo de leniência, que inclui um pagamento de multa por 20 anos, vai proporcionar a Odebrecht um fôlego financeiro e ajudar na reestruturação de empresas sobrecarregadas de dívidas e reviver um gasoduto cada vez menor de projetos na sua unidade de engenharia principal.

A consequência política da barganha Odebrecht para o governo atormentado por escândalos atual presidente Michel Temer tem ainda de ser sentida, mas o negócio é esperado para fornecer provas da implicação de vários membros do seu partido PMDB e até mesmo ministros que receberam doações de campanha da empresa.

Em primeira mão, o jornal O Estado de São Paulo informou que Marcelo Odebrecht disse aos promotores que a ex-presidente esquerdista #Dilma Rousseff, que foi deposta do cargo em maio, sabia tudo sobre o esquema de enxerto Petrobras, mas nunca pediu um centavo para si mesma.

Dilma Rousseff foi cassada por acusações não relacionadas com a Petrobras, mas sim por uso ilegal de dinheiro de bancos estatais para financiar o gasto público.

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Ela tem repetidamente negado qualquer irregularidade em seu governo.

O jornal O Globo informou que outro executivo da Odebrecht disse aos promotores que dois membros do gabinete de Temer, o seu chefe de gabinete Eliseu Padilha e o secretário de investimento Wellington Moreira Franco, receberam pagamentos em troca de resolução de problemas em interesse da empresa.

O jornal não explicou como tinha obtido a informação, disse apenas que Padilha e Moreira Franco pediram para Odebrecht dinheiro em nome do PMDB. #Michel Temer