Na manhã desta sexta-feira (16), a Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga uma organização criminosa envolvida em cobranças judiciais de royalties. Entre os suspeitos encontra-se o pastor Silas Malafaia. Ele é investigado por lavagem de dinheiro e pode ter recebido dinheiro do escritório apontado como o responsável pelo esquema. Malafaia teria ajudado emprestando as contas de sua instituição e assim foi possível fazer a lavagem de dinheiro.

Estão sendo realizadas mais de 50 buscas e apreensões em diversos locais onde a organização atuava. São mais de 11 estados envolvidos e também o Distrito Federal. Ricardo Augusto Soares Leite é o juiz responsável.

Publicidade
Publicidade

Quase 30 conduções coercitivas estão sendo realizadas, mais 4 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de prisão temporária.

A investigação foi batizada de "Operação Timóteo" fazendo uma referência à Bíblia, onde no livro de Timóteo cita que aqueles que desejam ficar ricos caem em tentação e acabam mergulhando na ruína e destruição.

A operação espera que, com todo material coletado, descubra como é que o esquema funcionava, onde o diretor da DNPM oferecia serviços de consultoria a cidades que tinham créditos de Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais. De acordo com a Polícia Federal, Marco Antônio Valadares Moreira, diretor da DNPM, passava informações privilegiadas a pelo menos dois escritórios e também a uma empresa que atua no ramo de consultoria.

A PF já providenciou o sequestro de alguns imóveis e também conseguiu bloquear mais de R$ 70 milhões.

Publicidade

O juiz responsável pela investigação já mandou comunicar aos municípios que não contratem ou façam pagamentos aos escritórios de advocacia que começaram a ser investigados.

Apesar de Silas Malafaia ser investigado agora, a Operação Timóteo vem sendo feita desde o ano passado. Naquela ocasião, a Controladoria-Geral da União entregou à Polícia Federal um documento que comprovava erro na evolução patrimonial de um dos diretores que trabalhavam na DNPM. #Pastor #Corrupção #Casos de polícia