A votação no Palácio do Planalto foi apertada, mas, no final, o Senado acabou aprovando a PEC do teto dos gastos, em segundo turno, na tarde desta terça-feira, dia 13. A partir de 2017 os gastos públicos ficarão limitados por um período de 20 anos. Apesar dos protestos nas redes sociais e nas ruas de muitas cidades por todo o Brasil, a PEC 55 foi aprovada graças a 53 votos a favor, enquanto somente 16 votaram contra.

Ainda no primeiro turno, a PEC já tinha sido aprovada e com mais tranquilidade ainda, com 61 votos a favor e contra foram apenas 14. Antes da aprovação, houve um debate que deixou o clima tenso, com discussões entre a oposição e a base de Michel Temer. Renan Calheiros, presidente do Senado, não abriu mão do que é chamado de "rolo compressor" e dessa forma conseguiu impedir que a oposição, de modo especial o PT, ficasse obstruindo a votação.

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Houve um revezamento na hora de criticar e defender a PEC do teto. Caiado se posicionou a favor e disse: "Não tem mais espaço de discurso bolivariano nessa causa" e terminou dizendo que o Brasil está no caos.

Lindbergh Farias, do PT, acusou o Senado de rasgar a Constituição. Lindbergh ainda fez questão de lembrar que a PEC estava sendo votada no dia 13 de dezembro e foi justamente nessa data, no ano de 1968, que votaram o AI-5, o ato institucional do regime militar. O microfone do senador acabou sendo cortado e mesmo assim ele ainda tentou falar por mais um tempo.

Ana Amélia, do PP, se posicionou a favor da PEC e lembrou que o PT foi derrotado no STF, onde foi negado o pedido feito pelo PT, para que a votação não acontecesse. Ana Amélia disse ainda que de cada 10 brasileiros, 4 não estão sabendo do que se trata a PEC do Teto e se ela não fosse aprovada, o país poderia entrar em um verdadeiro caos, assim como está acontecendo no Rio de Janeiro.

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Nas redes sociais, a maioria das postagens é contra a PEC e muitas críticas estão sendo feitas. Apesar de que alguns usuários ainda aparecem para defender a PEC dos Tetos, mas a maioria mesmo é contra.

#pec 241 #Governo #Crise econômica