De acordo com um artigo publicado no 'Estadão' no dia 22, quinta-feira, uma pesquisa realizada pelo IBOPE revela que a população brasileira está estatisticamente cada vez mais conservadora no que se refere a tópicos polêmicos no atual cenário político. São os tópicos abordados na pesquisa: 1) Legalização do aborto; 2) Casamento entre pessoas do mesmo sexo; 3) Pena de morte; 4) Prisão perpétua; e 5) Redução da maioridade penal.

Foi considerado que um sujeito conservador ao extremo seria contra os dois primeiros tópicos, mas favorável aos demais. Um liberal responderia exatamente o oposto: favorável aos dois primeiros tópicos, mas desfavorável aos três últimos.

Publicidade
Publicidade

Numa escala de 0 a 1, onde 0 é a máxima liberal e 1 a conservadora, a pesquisa apontou que 54% da população alcançou um índice igual ou maior que 0,7, considerado um alto grau de #Conservadorismo pelo IBOPE.

Ainda, foi revelado que 41% da população foi considerada como tendo um médio grau de conservadorismo, com índices entre 0,4 e 0,6. Apenas 5% da população manteve-se abaixo desse índice, sendo considerado minimamente conservador.

A média geral nessa escala entre os entrevistados foi de 0,686, significantemente mais conservador do que liberal. A mesma pesquisa feita pelo IBOPE em 2010 havia revelado que a média brasileira era de 0,657. Na época, a porcentagem de pessoas altamente conservadoras era de 49%, tendo esse número subido 5% até a última pesquisa.

Em dados mais específicos, os votos positivos quanto à pena de morte subiram de 31% para 49%, quantidade bastante significativa.

Publicidade

O apoio à redução da maioridade penal (em outras palavras, permitir que menores de 18 anos sejam julgados legalmente como maiores diante de crimes) subiu de 63% para 78%. Já a favorabilidade da pena de prisão perpétua para crimes hediondos subiu de 66% para 78%.

Nas outras questões, porém, o conservadorismo parece não ter aumentado. Em 2010, 78% eram contrário à legalização do aborto, e o número se manteve na pesquisa mais recente. Já a taxa de pessoas favoráveis subiu de 10% para 17%, enquanto os que se diziam ser "nem contra nem a favor", que antes marcavam 10% dos votos, caíram para 4% da população.

A pesquisa revela também que a aceitação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo subiu rapidamente: de 25%, resultado de 2010, vemos agora uma taxa de 42%. #Política #Jair Bolsonaro