O Instituto Ipsos realizou uma pesquisa na primeira quinzena do mês de novembro e constatou que 96% dos brasileiros apoiam as investigações da Operação Lava Jato e acham que elas devem continuar "até o fim custe o que custar". A pesquisa foi divulgada pela Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (2).

A pesquisa realizada em novembro mostra um crescimento da aprovação da Operação #Lava Jato durante o ano de 2016. Segundo o instituto, em janeiro, quando o mesmo questionamento foi feito, 81% dos brasileiros afirmaram que apoiavam as investigações mesmo que elas trouxessem instabilidade política. Agora, em novembro, 91% disseram que as investigações precisam continuar, apesar dos abalos no cenário político.

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O crescimento também pode ser visto quando a pergunta mudou do cenário político para o econômico. Em janeiro, 79% dos brasileiros achavam que a Operação deveria continuar, mesmo trazendo problemas para a economia do Brasil. Em novembro, a pergunta foi repetida, e o número cresceu para 91%.

Quando foi questionado o apoio irrestrito a Lava Jato, em janeiro, 90% afirmaram que a Operação deveria continuar "custe o que custar". Agora, esse número cresceu para 96%.

A pesquisa do Instituto Ipsos foi realizada entre os dias 1º e 13 de novembro, em 72 municípios, com 1200 pessoas.

Outros números

O instituto também quis saber a impressão dos entrevistas sobre a relação da Operação Lava Jato e o cenário político no País. Para 82% das pessoas que responderam a pesquisa, "todos os partidos são corruptos".

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Porém, um contraponto foi mostrado nas respostas. 72% acredita que o PT é o partido mais corrupto no cenário dos partidos políticos.

A opinião sobre o presidente Lula também foi questionada pelo instituto. 84% dos entrevistados acreditam que o ex-presidente esteve envolvido no esquema de corrupção da Petrobras. Apesar desse número elevado com relação a ligação entre Lula e a Petrobras, apenas 51% acreditam que o petista será preso durante a Operação Lava Jato.

Entre os entrevistados pelo Instituto Ipsos, 66% associam a corrupção na Petrobras ao Partido dos Trabalhadores. 18% disseram não saber a qual partido associar.

Desinformação ou cegueira?

Um número curioso que chamou a atenção na pesquisa é a posição do PMDB com relação à corrupção na Petrobras. Apenas 7% dos entrevistados responderam que ligam o esquema da Petrobras ao PMDB. Um fato interessante, vide que nomes fortes do partido ou já foram citados em delações, respondem a inquéritos, são réus ou até já foram presos por causa da Operação.

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Além de Temer, que já foi citado algumas vezes, e até um chegue em seu nome no valor de R$ 1 milhão apareceu como forma de doação ilícita, o presidente do Senado, Renan Calheiros, é constantemente citado nas delações premiadas. Braço direito de Temer, o senador Romero Juca, líder do governo no Congresso, responde a 8 inquéritos no STF e foi gravado pedindo um "pacto nacional" para estancar as feridas da Lava Jato. E como esquecer de Eduardo Cunha. Uma das figuras mais nefastas da política nacional, do PMDB, foi preso devido as investigações da Lava Jato. #Dentro da política